Flávio Bolsonaro enfrenta uma reação negativa nas redes sociais após a divulgação de sua relação com Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Levantamento da consultoria Arquimedes mostra que 54% das menções ao senador desde 13 de maio foram negativas.
A análise considerou 2 milhões de interações coletadas após o vazamento de áudios em que Flávio solicitava financiamento para o filme “Dark Horse”. Apenas 13,6% das manifestações tiveram avaliação positiva. O resultado representa uma deterioração em relação ao período entre dezembro do ano passado e o anúncio das denúncias.
Resposta à crise
Senador pelo Rio de Janeiro e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio tenta reagir com posicionamentos públicos e publicações na internet. Um vídeo divulgado no Twitter em resposta às alegações alcançou 3,5 milhões de visualizações e se tornou a segunda publicação mais assistida do senador.
Flávio também pediu a aceleração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito relacionada ao Banco Master. A iniciativa não alterou o tom predominante das interações: o sentimento negativo permaneceu em 54%, enquanto o número de seguidores ficou estável.
A mudança de narrativa do senador sobre o caso é apontada como um dos fatores associados ao aumento da rejeição e às dúvidas sobre sua credibilidade. A crise ocorre enquanto ele trabalha em uma pré-candidatura à Presidência nas eleições de 2026.
Efeitos políticos
As denúncias acrescentam pressão à imagem de Flávio e podem repercutir em sua trajetória eleitoral. O senador é descrito como inelegível até 2030 em decorrência de processos que enfrenta no Supremo Tribunal Federal. A percepção de corrupção associada a Flávio e Vorcaro também afeta a imagem de Jair Bolsonaro.
Aliados dizem que Flávio é alvo de fake news e ataques políticos, enquanto opositores afirmam que o episódio pode produzir efeitos permanentes sobre sua imagem. Com a possibilidade de uma nova CPI, o senador deve continuar usando redes sociais, vídeos e mensagens para buscar apoio e responder às acusações.



