São Paulo, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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Eduardo Bolsonaro anuncia viagem a Washington para discutir sanções contra Moraes

Ex-deputado afirma que tentará retomar a possibilidade de aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do STF.

Eduardo Bolsonaro anuncia viagem a Washington para discutir sanções contra Moraes

Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira, 11, que viajará a Washington na próxima semana para discutir a retomada da possibilidade de aplicação de sanções da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-deputado não informou com quem pretende se reunir nos Estados Unidos.

A declaração foi dada em entrevista ao Jornal Comunica Brasil. A menção a integrantes do governo de Donald Trump partiu do apresentador, e não de Eduardo. “Semana que vem estou indo a Washington DC para conversar com algumas pessoas muito interessantes para reanimar, reaver a possibilidade da gente ter uma Magnitsky Moraes”, disse.

A Lei Magnitsky é usada pelos Estados Unidos para impor sanções a estrangeiros acusados de corrupção ou de envolvimento em violações de direitos humanos. Eduardo afirmou haver uma “convergência de interesses” para ampliar a pressão sobre Moraes e disse existir possibilidade de o ministro deixar o Supremo.

As declarações ocorreram depois de André Mendonça, a pedido do presidente do STF, Edson Fachin, derrubar parcialmente o sigilo do inquérito sobre fraudes envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e de outros 14 processos relacionados. A decisão não divulgou a íntegra das investigações e preservou sob sigilo informações sobre diligências ainda em andamento.

Eduardo atribuiu a alteração no ambiente político em torno de Moraes à reação de setores da imprensa. Também vinculou a crise no Supremo à disputa presidencial e afirmou que o cenário poderia favorecer a candidatura do irmão, Flávio Bolsonaro (PL). Segundo ele, tornou-se difícil separar a imagem de Luiz Inácio Lula da Silva do STF.

Investigação e condenação

A Polícia Federal afirma, em investigação ligada ao filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro, que Eduardo orientou a gestão dos recursos destinados ao projeto nos Estados Unidos. De acordo com a corporação, o fundo Havengate, sediado no Texas e administrado pelo advogado Paulo Calixto, recebeu cerca de R$ 61 milhões (US$ 10,6 milhões) de Daniel Vorcaro.

Eduardo nega irregularidades e diz que apenas cedeu direitos de imagem para o filme. Ele foi condenado em 16 de junho de 2026 a 4 anos e 2 meses de prisão por coação no curso do processo, após atuar junto ao governo de Donald Trump para pressionar o STF. A decisão também o tornou inelegível pela Lei da Ficha Limpa.

Foragido nos Estados Unidos, Eduardo tem recurso da defesa em julgamento no plenário virtual da Primeira Turma, sob relatoria de Moraes, entre 11 e 18 de setembro.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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