São Paulo, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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Edinho Silva questiona fechamento de embaixadas dos EUA e fala em interferência eleitoral

Presidente do PT afirmou que eventual interferência nas eleições brasileiras deve ser investigada por órgãos públicos e pode chegar a organismos internacionais.

Edinho Silva questiona fechamento de embaixadas dos EUA e fala em interferência eleitoral

O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou nesta sexta-feira (2) que o fechamento de embaixadas e consulados dos Estados Unidos pode representar uma forma de disputa da opinião pública brasileira. Durante entrevista em São Paulo, ele classificou a decisão como inédita e sem sentido.

A declaração ocorreu enquanto Edinho fazia um balanço do primeiro turno da campanha presidencial, em um hotel no centro da capital paulista. Nesse momento, o presidente Lula telefonou para perguntar sobre a suspensão dos serviços diplomáticos americanos. A ligação foi confirmada por Éden Valadares, secretário nacional de Comunicação do PT.

“Não tem o menor sentido, é uma das formas que o [Donald] Trump tem pra fazer disputa da opinião pública brasileira, infelizmente é isso”, afirmou Edinho.

Suspeita de interferência

O presidente do PT disse que o partido apresentou várias denúncias sobre suspeita de interferência internacional nas eleições brasileiras. Para ele, caso a interferência seja caracterizada, a legislação brasileira prevê punição.

Edinho não detalhou qual medida o PT adotaria, mas afirmou que a Polícia Federal e o Ministério Público devem avaliar a gravidade do caso. Se a interferência for considerada grave, segundo ele, o assunto poderá ser encaminhado a organismos internacionais.

Ele também chamou Donald Trump de “maior líder fascista do século 21” e disse que o presidente dos Estados Unidos interfere em eleições na Europa e na América Latina.

Na avaliação de Edinho, o cenário eleitoral é marcado por um sentimento antissistema forte em todo o mundo. Ele afirmou que a campanha de Lula enfrenta rejeição por propor mudanças em um ambiente polarizado.

“Não estamos disputando contra Flávio [Bolsonaro], estamos disputando contra o sentimento de mudança”, disse. Segundo Edinho, Flávio catalisa esse sentimento. O dirigente também defendeu reformas na política e no Judiciário e afirmou que o sistema político brasileiro apodreceu.

Debate e segundo turno

Edinho defendeu a decisão da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral, de vetar o púlpito vazio de Lula no debate da TV Globo. Ao mesmo tempo, disse que o PT estava irritado porque ela não havia julgado, antes do fim do horário eleitoral, um pedido de direito de resposta da campanha.

O debate foi cancelado depois que Flávio Bolsonaro desistiu de participar e alegou interferência do Judiciário. Edinho rebateu a crítica e disse que Lula não havia afirmado que participaria de debates no primeiro turno.

O presidente do PT afirmou que Lula deve participar de debates em um eventual segundo turno. Os próximos passos da campanha seriam definidos em uma reunião naquela tarde, na capital paulista. Edinho disse ainda que o partido tem palanques em todos os estados e precisará incorporar propostas de aliados caso a disputa avance.

Em São Paulo, o PT esperava um eventual avanço de Fernando Haddad ao segundo turno para manter um palanque ativo para Lula. As pesquisas mais recentes, porém, indicavam chances de vitória de Tarcísio de Freitas ainda no primeiro turno.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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