Registrado como Coronel Rodrigues, Marcelo Rodrigues concorre ao cargo de vice-governador de Santa Catarina pelo Partido Missão, na chapa encabeçada por Marcelo Brigadeiro. Esta será sua primeira eleição.
Militar da reserva do Exército Brasileiro, Rodrigues tem mestrado em Operações Militares e formação em Direito. Atua como advogado desde abril de 2018, com experiência em direito trabalhista, execução cível, família e direito público. Também é sócio da Giongo & Rodrigues Advogados.
Formação e experiência pública
Rodrigues estudou no Colégio Militar de Curitiba, na Escola Preparatória de Cadetes do Exército e na Academia Militar das Agulhas Negras. Ao longo da carreira militar, fez o curso de Gestão e Assessoramento de Estado-Maior pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, com pós-graduação em gestão pública pela Universidade do Sul de Minas.
Ele afirma que a rotina no quartel envolvia gestão de pessoas, processos e materiais, além de ensino militar, desenvolvimento de liderança, planejamento e fiscalização de atividades.
Após ir para a reserva e concluir o curso de Direito na Unoesc, foi assessor jurídico da Procuradoria Regional da Procuradoria-Geral do Estado de Santa Catarina, na Regional de São Miguel do Oeste, entre fevereiro de 2019 e março de 2021. Depois, foi gestor da Escola Cívico-Militar de Maravilha, entre junho de 2022 e maio de 2023.
Entre maio de 2023 e fevereiro de 2025, atuou como assessor jurídico do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Regional do Extremo-Oeste catarinense, com trabalho em licitações e contratos públicos sob a Lei 14.133/21.
Motivações e papel no governo
Rodrigues diz que decidiu entrar na política por estar insatisfeito com a situação do Brasil e por entender que mudanças exigem participação no processo. O convite do Partido Missão e de Marcelo Brigadeiro ocorreu depois que ele conheceu o Livro Amarelo e as propostas da legenda.
Na chapa, afirma representar o Oeste de Santa Catarina, enquanto Marcelo Brigadeiro representa o litoral. Rodrigues diz que sua experiência como oficial do Exército, advogado e gestor público compõe a candidatura.
Caso a chapa seja eleita em 4 de outubro, ele aponta como funções do vice-governador substituir o governador em impedimentos e ausências, sucedê-lo em caso de vacância e auxiliar nas missões delegadas. A possibilidade de assumir uma secretaria ainda não foi definida.
Entre as prioridades citadas estão agroindústria, educação, empreendedorismo, família, infraestrutura, saúde pública e segurança pública. Na área de infraestrutura, mencionou atenção às rodovias BR-163 e BR-282, além do Morro dos Cavalos, no Sul.
Sobre eventual rompimento com o governador, Rodrigues afirmou que a unidade dependerá da manutenção das convicções que orientam o programa de governo. Também disse que indícios de ilegalidade deverão ser encaminhados para apuração formal, sem exceção para integrantes do próprio governo.



