São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Eleitorado de Santa Catarina chega a 5,7 milhões e envelhece em quatro anos

Estado ganhou 399.979 eleitores de outras unidades da Federação entre 2022 e 2026, enquanto a participação dos mais jovens caiu.

Eleitorado de Santa Catarina chega a 5,7 milhões e envelhece em quatro anos

O eleitorado apto a votar no estado nas Eleições 2026 chegou a 5.725.753 pessoas, alta de 4,3% em relação a 2022. O perfil mais numeroso é formado por mulheres, eleitores brancos, pessoas de 40 a 44 anos, solteiras e com ensino médio completo.

Os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram também uma mudança gradual na composição do eleitorado catarinense. Entre 2022 e 2026, Santa Catarina recebeu 399.979 eleitores de outros estados, o equivalente a 7% do total. Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Pará e Bahia foram as unidades da Federação que mais enviaram votantes.

Do total de eleitores migrantes, 109 mil vieram do Rio Grande do Sul, 71 mil do Paraná, 48 mil de São Paulo, 37 mil do Pará e 14 mil da Bahia. Outros estados responderam por 118 mil transferências. Houve ainda 2,4 mil pessoas que votavam no exterior e mudaram o local de votação para Santa Catarina.

Faixas etárias

O número de eleitores entre 16 e 34 anos caiu nos últimos quatro anos. Já as faixas de 35 a 89 anos cresceram no período, indicando um possível envelhecimento da média do eleitorado.

A maior variação ocorreu entre pessoas de 70 a 74 anos, faixa em que o voto é facultativo e o eleitorado aumentou 40% entre 2022 e 2026. Entre os eleitores de 16 anos, também com participação opcional, houve queda de 21% em Santa Catarina.

Segundo o cientista político Roberto Wohlke, o crescimento está relacionado à dinâmica demográfica do estado e a medidas institucionais, como campanhas do Tribunal Superior Eleitoral para a transferência de títulos e o avanço da biometria. Ele também citou a possibilidade de regularização do documento pelo celular.

As mulheres representam 52% do eleitorado catarinense. Solteiros são 54,5%, enquanto 27,5% declararam ter ensino médio completo. Em relação à cor ou raça, 79,3% não informaram o dado.

Para Wohlke, mudanças no comportamento eleitoral levam tempo, mas o perfil atual pode favorecer a consolidação de candidaturas conservadoras. “A democracia cresce na medida em que a disputa por ela aumenta”, afirmou.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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