São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Cleitinho propõe renegociar dívida de Minas e ampliar parcerias privadas

Candidato rejeita diagnóstico de quebra, cita saldo de R$ 208,87 bilhões e apresenta medidas para reorganizar as contas estaduais.

Cleitinho propõe renegociar dívida de Minas e ampliar parcerias privadas

Cleitinho Azevedo (Republicanos) afirmou que pretende renegociar a dívida de Minas Gerais com a União, reduzir a burocracia, atrair investimentos e ampliar parcerias com os governos federal e com a iniciativa privada. As propostas foram apresentadas durante sabatina da BandNews, nesta segunda-feira, 21.

O candidato ao governo mineiro também defendeu que empresas com débitos estaduais possam executar obras rodoviárias em troca do abatimento dos valores devidos. Ele citou uma iniciativa adotada em Divinópolis como modelo e disse que a medida poderia ser aplicada a estradas.

“Tem empresas que devem o Estado aqui até com multas ambientais que chegam a mais de bilhões de reais”, afirmou. Segundo Cleitinho, essas companhias poderiam assumir trechos de rodovias e compensar parte das dívidas por meio das obras.

Dívida e ajuste fiscal

Dados do Portal da Dívida Pública da Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais, atualizados até 31 de agosto, indicam saldo total de R$ 208,87 bilhões. Desse valor, R$ 188,19 bilhões são referentes à dívida com a União, R$ 14,35 bilhões correspondem a outros contratos e R$ 6,33 bilhões estão classificados como demais dívidas.

Cleitinho negou que o Estado esteja quebrado e comparou a situação de Minas à recuperação do Flamengo. Ele disse que o clube enfrentava dificuldades financeiras em 2016 e atribuiu a mudança a uma gestão eficiente e ao uso de ativos, como a torcida.

“Não caia nessa ladainha que o Estado tá quebrado, não”, declarou. Para o candidato, haveria quebra se salários de governador, deputados, magistrados ou desembargadores estivessem atrasados.

O plano de governo de Cleitinho, porém, afirma que Minas enfrenta “severas restrições fiscais” e que será preciso “fazer mais com menos”. O documento prevê corte de gastos, definição de prioridades e aumento da eficiência administrativa.

Receita e servidores

O candidato classificou o Propag como “mal necessário” e defendeu a renegociação da dívida estadual. O plano também prevê atuação junto ao Governo Federal para criar um fundo de retorno de recursos destinados a investimentos em logística e infraestrutura em Minas Gerais.

Cleitinho prometeu conceder automaticamente aos servidores a recomposição anual pela inflação a partir de uma eventual posse, mas disse que não assumiria o pagamento de perdas acumuladas em governos anteriores. Também afirmou que pretende chegar ao governo sem compromissos pessoais com empresários.

A declaração ocorreu enquanto o MP-MG analisa preliminarmente uma denúncia sobre cessões de aeronaves à campanha. Registros do DivulgaCandContas mostram três cessões feitas pelo empresário Eliésio Carlos Rodrigues, estimadas em R$ 21,45 mil. A assessoria de Cleitinho classificou a denúncia como infundada e afirmou que os atos da campanha seguem a legislação eleitoral.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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