São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Suplentes ao Senado concentram grandes doadores e fortunas declaradas

Candidatos a primeiro suplente têm patrimônio médio de R$ 9 milhões em 2026; doações internas para chapas somam R$ 6,2 milhões.

Suplentes ao Senado concentram grandes doadores e fortunas declaradas

As doações feitas por suplentes de candidatos ao Senado somaram R$ 6,2 milhões até o dia 18 de setembro. O Professor Picler lidera os repasses para chapas da disputa, com R$ 430 mil destinados à campanha de Deltan Dallagnol.

No Tocantins, Luiz Osvaldo Pastore colocou R$ 317 mil na campanha de Eduardo Gomes. O empresário também doou R$ 150 mil a candidatos a deputado estadual em outros estados: R$ 100 mil para André Correa e R$ 50 mil para Tiago Simon.

Patrimônio e doações

Pastore declarou patrimônio de R$ 677 milhões em 2026. Em 2022, quando concorreu como suplente de Flávia Arruda no Distrito Federal, investiu R$ 2,1 milhões na eleição. Desse total, enviou R$ 380 mil à colega de chapa, R$ 1,2 milhões a diretórios do MDB e R$ 100 mil à campanha de Baleia Rossi.

No Paraná, Wilson Picler, suplente de Deltan Dallagnol, declarou R$ 478,6 milhões em bens. Em 2018, distribuiu R$ 1,2 milhão em doações, incluindo R$ 800 mil para Ratinho Júnior. Em 2022, repassou R$ 923 mil, principalmente a diretórios do Podemos e do MDB.

Odilio Balbinotti Filho, suplente de Zé Medeiros no Mato Grosso, declarou R$ 359,7 milhões. Nas eleições de 2022, doou R$ 1,5 milhão, com R$ 600 mil para a campanha presidencial de Jair Bolsonaro e R$ 100 mil para Rogério Marinho.

Há também casos em que o dinheiro não foi destinado ao titular da chapa. Rodrigo Oliveira, 2º suplente de Luizianne no Ceará, não investiu na campanha da companheira e colocou R$ 1 milhão na candidatura de Elmano de Freitas.

Médias dos bens declarados

A média patrimonial dos candidatos a primeiro suplente chega a R$ 9 milhões em 2026, contra R$ 3,9 milhões entre os titulares. A média dos segundos suplentes é de R$ 3,1 milhões.

Entre candidaturas de partidos com representação no Congresso Nacional, 42% dos suplentes declararam patrimônio superior ao dos titulares. Nesse grupo, 101 dos 220 candidatos a primeiro suplente são milionários. Os dados da Justiça Eleitoral foram extraídos em 25 de agosto, depois do encerramento do prazo de registro; desde então, só são permitidos ajustes nas declarações.

A escolha dos nomes também pode atender a alianças políticas. Renan Calheiros, que tenta a reeleição em Alagoas, indicou Gustavo Dias Henrique, vice-presidente da CBF. Arthur Lira, adversário na disputa, tem Gustavo Feijó, diretor de seleções da entidade, como suplente.

Em Minas Gerais, Carlos Viana concorre à reeleição com Misael Varella. O deputado declarou R$ 315,2 milhões e investiu na própria candidatura à Câmara R$ 1,1 milhão em 2014, R$ 1,1 milhão em 2018 e R$ 310 mil em 2022.

Em Pernambuco, Humberto Costa terá Luciano Bivar como suplente. A composição reúne políticos de vertentes diferentes: Bivar presidiu o antigo PSL, que abrigou Jair Bolsonaro em 2018, e agora se tornou lulista.

Disputa pelas cadeiras

Neste ano, estão em disputa 54 das 81 vagas do Senado. Os dois mais votados vencem, sem segundo turno. Os senadores têm mandato de oito anos, indicam um valor maior de emendas em comparação aos deputados e podem trocar de partido sem risco de perder o cargo. Também têm liberdade para negociar períodos de vacância, permitindo que suplentes assumam temporariamente.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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