São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Carbono Oculto mira operador de Vorcaro e executivos do Banco Genial

Terceira fase da operação investiga lavagem de dinheiro ligada à compra da Terrana e inclui remessas para fundo que financiou filme sobre Bolsonaro.

Operador de Vorcaro em Dark Horse e diretores do banco Genial são alvos da nova fase da Carbono Oculto
Foto: Divulgação Entre/Divulgação Banco Master

Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro” e apontado como operador de Daniel Vorcaro, está entre os alvos da terceira fase da Operação Carbono Oculto. A ação também mira Humberto Arthur Tupinambá Neto, diretor do Banco Genial, e seus irmãos, André e Bruno Tupinambá.

Deflagrada nesta quinta-feira (24), a operação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público de São Paulo em parceria com a Receita Federal. Os mandados de busca e apreensão foram autorizados pela 2ª Vara Criminal de Catanduva e são cumpridos em sete estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Santa Catarina e Espírito Santo.

A investigação, chamada de “Crédito Oculto” nesta fase, apura um esquema de lavagem de dinheiro e organização criminosa relacionado à compra da distribuidora de combustíveis Tobras Distribuidora de Combustíveis Ltda., conhecida como Terrana. Segundo o GAECO, a estrutura seria liderada por Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, e Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”, apontados como chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Remessas para fundo nos Estados Unidos

Em acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República, Freixo Júnior confirmou ter feito sete remessas ao fundo Havengate, nos Estados Unidos, que financiou o filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. As transferências totalizaram US$ 12,3 milhões em 2025 e, segundo o delator, foram realizadas a pedido de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

O fundo era administrado por Paulo Calixto, próximo do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Freixo Júnior é dono da Entre Investimentos e também aparece como alvo das buscas desta fase.

O GAECO aponta que a aquisição da Terrana envolveu fundos e empresas constituídos para a operação, entre eles Radford, Derby 44 e Los Angeles 01, além de Berna Holdings Ltda. e Branson Holdings Ltda. Mais de R$ 120 milhões teriam circulado por empresas usadas como “contas de passagem”, como Aster Petróleo, SM Serviços Empresariais, Duvale Distribuidora e Usina Itajobi.

A apuração reúne relatórios do Coaf, documentos bancários, informações obtidas com o Banco Genial, movimentações financeiras e mensagens extraídas de celulares apreendidos em fases anteriores. A operação também conta com a Procuradoria-Geral do Estado, a Secretaria Estadual da Fazenda de São Paulo e as polícias Civil e Militar.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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