Ronaldo Caiado, candidato do PSD à Presidência da República, criticou a promessa de Luiz Inácio Lula da Silva de oferecer gratuitamente canetas emagrecedoras a pessoas com obesidade. Em entrevista ao Jornal da Record, da TV Record, na noite desta quinta-feira (17), ele classificou a medida como tendo “aparência de populismo”.
Caiado também questionou o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo governo, de R$ 600 para R$ 691. Para o candidato, as iniciativas ocorrem na reta final da eleição e usam a máquina pública a 17 dias do pleito. Ele afirmou que esse tipo de ação contribuiu para a situação atual do Brasil.
O candidato voltou a abordar a crise no Supremo Tribunal Federal (STF). Na avaliação dele, há um colapso nos Poderes constituídos e o tribunal estaria associado tanto ao presidente Lula quanto a Flávio Bolsonaro, candidato do PL. Caiado também relacionou os dois grupos a Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master.
Caiado disse que Lula está envolvido com escândalos e acusou Flávio Bolsonaro de ter mentido. Ao tratar de outros temas, afirmou que pretende revisar a reforma tributária nos segmentos mais penalizados, citando o varejo.
Na segurança pública, o candidato voltou a relacionar o PT ao crime organizado e defendeu uma polícia conjunta com países limítrofes da América do Sul. Também discutiu o uso de câmeras corporais por policiais e disse que o presidente da República não pode definir essas diretrizes nos Estados.
Caiado defendeu que as operações policiais considerem as características de cada localidade. Como exemplo, comparou ações na Faria Lima e em Paraisópolis e afirmou que, na segunda área, policiais podem enfrentar pessoas armadas com fuzis e faccionados usando granadas.



