SÃO PAULO — O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou nesta quarta-feira (2) que não se deve proteger pessoas envolvidas no caso do Banco Master. A declaração foi feita durante agenda no Mercado Municipal de São Paulo.
Caiado criticou o adversário Flávio Bolsonaro (PL) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes por possível envolvimento no caso. Ele também classificou a participação em episódios relacionados ao banco como um “divisor de águas”.
O candidato mencionou valores repassados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”. Segundo informações atribuídas a apurações, os recursos teriam superado o montante admitido pelo senador quando a relação entre os dois se tornou pública, em maio.
“Não dá pra passar pano” aos envolvidos, disse Caiado. Ele afirmou que Flávio Bolsonaro não poderia tratar o assunto como encerrado e declarou que novas informações surgem sobre o caso.
O ministro André Mendonça, do STF, retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal (PF) que reúne conversas entre Vorcaro e Alexandre de Moraes. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o advogado Ciro Soares também foram citados na investigação.
Caiado disse que as denúncias deveriam ser apresentadas à sociedade e afirmou que o caso revela um problema que alcançaria o Supremo e os poderes constituídos. “A democracia e o povo brasileiro têm que ter conhecimento sobre o que acontece no Brasil”, declarou.
O candidato também defendeu que André Mendonça retire o sigilo do caso das fraudes do INSS. Nesta quarta-feira (2), o presidente do STF informou, em nota, que anunciará medidas sobre o caso nos próximos dias.



