São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Brasil e China discutem IA, minerais críticos e autonomia tecnológica

Celso Amorim levou a Pequim temas como inteligência artificial, supercomputação, satélites, minerais críticos e terras raras.

Brasil e China discutem IA, minerais críticos e autonomia tecnológica

A cooperação entre Brasil e China em inteligência artificial, supercomputação, tecnologia espacial, satélites, minerais críticos e terras raras esteve no centro das conversas de Celso Amorim, assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita a Pequim.

Em entrevista nesta quinta-feira (17/09), Amorim afirmou que o Brasil pode ampliar a cooperação tecnológica com a China, desde que preserve sua autonomia. Entre as possibilidades está o desenvolvimento conjunto de inteligência artificial baseada em código aberto e em padrões éticos aceitáveis.

Inteligência artificial e minerais críticos

A Organização Mundial para a Cooperação em Inteligência Artificial (WAICO), criada em julho em Xangai, foi citada como uma frente de convergência. O Brasil participou da cerimônia de fundação da entidade, que terá sede na cidade chinesa e foi estabelecida como órgão intergovernamental independente. A participação brasileira ainda segue procedimentos internos, incluindo eventual ratificação do acordo constituinte.

A agenda também incluiu minerais críticos. Em 16 de setembro, o Brasil criou a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE) e o Conselho Nacional de Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE). No dia seguinte, o governo regulamentou o conselho por meio do Decreto nº 13.118.

Amorim disse que o Brasil não deve ficar limitado à exportação de matérias-primas e defendeu processamento, agregação de valor e uso científico dos minerais. Ele também apontou a possibilidade de troca de experiências com a China, especialmente sobre processamento mineral, mas ressaltou a necessidade de manter autonomia.

Relações bilaterais e cenário internacional

A reunião entre Amorim e o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, ocorreu um dia antes da entrevista. Na ocasião, o assessor entregou uma carta de Lula ao presidente Xi Jinping. Segundo o Ministério das Relações Exteriores da China, Wang transmitiu as saudações de Xi e defendeu o fortalecimento da coordenação estratégica entre os países.

As conversas também trataram do Oriente Médio, da América Latina e da Ucrânia. Amorim destacou o papel que a China pode desempenhar nas discussões sobre a paz no Oriente Médio e mencionou os impactos do fechamento do Estreito de Ormuz.

Brasil e China ainda discutiram multilateralismo e financiamento no âmbito do BRICS. A 18ª Cúpula do grupo ocorreu nos dias 12 e 13 de setembro, em Nova Delhi, Índia. Amorim citou o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) como uma instituição que pode se tornar mais ativa no financiamento do desenvolvimento.

Na coletiva do Ministério das Relações Exteriores da China nesta quinta-feira (17), o porta-voz Guo Jiakun não revelou o conteúdo da carta entregue a Xi nem confirmou uma resposta específica. Ele afirmou que os presidentes dos dois países mantêm comunicação estreita e que as relações bilaterais demonstram alto nível de confiança política.

Questionado sobre pressões dos Estados Unidos contra o Brasil e sobre as eleições presidenciais de 2026, Guo declarou: “A China defende o princípio da não interferência nos assuntos internos de outros países. Desejamos que as eleições brasileiras sejam um processo estável e pacífico.” Amorim disse que o Brasil deve permanecer vigilante diante de riscos de interferência externa.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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