Anielle Franco (PT) foi eleita deputada federal pelo Rio de Janeiro nas Eleições 2026, com 149.726 votos, equivalentes a 1,69% dos votos válidos. Ela ficou em nono lugar entre os candidatos mais votados para o cargo no estado, que elegeu 46 deputados para a Câmara dos Deputados.
Os resultados foram divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Irmã de Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro assassinada em 2018, Anielle estava entre as 267 mulheres que disputaram uma vaga de deputada federal pelo estado. Ao todo, nove mulheres foram eleitas para as 46 cadeiras.
Os parlamentares eleitos em 2026 tomarão posse em 1º de fevereiro de 2027, para mandatos de quatro anos.
Trajetória
Aos 42 anos, Anielle Franco é natural do Rio de Janeiro. Ela ocupava o cargo de Ministra da Igualdade Racial do Brasil até renunciar para disputar a eleição de 2026. A deputada eleita integra a coligação Federação Brasil da Esperança, formada por Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Comunista do Brasil (PC do B) e Partido Verde (PV).
Anielle é mestre em Jornalismo e em Relações Étnico-Raciais, além de ser graduada em Letras-inglês. Também atua como professora, é ativista de causas raciais e de gênero e foi jogadora profissional de vôlei. Durante a graduação, recebeu bolsa de estudos em universidades dos Estados Unidos.
Ela idealizou o Instituto Marielle Franco, organização sem fins lucrativos criada em homenagem à irmã. O instituto promove atividades educacionais para crianças e apoia grupos femininos, negros, LGBTQIA+ e comunidades periféricas. Entre as iniciativas estão a Plataforma Antirracista nas Eleições (PANE), voltada ao apoio de candidaturas negras em eleições municipais, e o projeto Escola Marielle, dedicado ao ensino político.
Anielle também é autora de “Anle Davis – Uma Autobiografia”, “Cartas para Marielle” e “A Radical Imaginação Política das Mulheres Negras”. Ela apresenta o Papo Franco, programa de entrevistas e conversas com convidados no YouTube.
Marielle Franco foi assassinada a tiros, junto de seu motorista, em 14 de março de 2018. Segundo as autoridades, o crime estaria ligado a interesses de grupos envolvidos na ocupação e exploração de áreas controladas por milícias no RJ. As investigações do Ministério Público do Rio de Janeiro levaram à prisão de duas pessoas apontadas como autoras e de outras três indicadas como mandantes.



