São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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María Corina fracassa em três tentativas de retorno à Venezuela

A oposição venezuelana tentou voltar ao país enquanto Delcy Rodríguez se reunia com Donald Trump em Nova York, afirma sua equipe.

María Corina fracassa em três tentativas de retorno à Venezuela

María Corina Machado tentou retornar à Venezuela três vezes na terça-feira (22), mas não conseguiu, informou sua equipe. As tentativas ocorreram no mesmo período em que Delcy Rodríguez, líder interina do país, se encontrou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

Pedro Urruchurtu, assessor de María Corina, disse nas redes sociais que as duas tentativas mais recentes — uma por mar e outra por ar — elevaram para sete o total de fracassos desde que ela deixou a Venezuela no fim do ano passado.

Tentativas de retorno

As ações mais recentes foram realizadas no Panamá, em menos de 24 horas, após o cancelamento de uma viagem marítima. A equipe tentou primeiro um voo para Aruba, mas o pouso não foi autorizado. Depois, buscou alternativas para Curaçao e Bonaire; nenhum dos dois voos recebeu permissão para aterrissar.

O plano marítimo, considerado o mais elaborado, estava previsto para 21 de setembro. Uma embarcação sairia do Panamá, atravessaria o Canal e seguiria por dois dias até o Caribe. A operação foi suspensa horas antes da partida por causa de um problema no motor.

O histórico também inclui uma tentativa aérea em 26 de junho, quando o avião privado que levava María Corina a Curaçao recebeu ordem para retornar aos Estados Unidos ainda durante o voo. Dias depois, ela tentou viajar em um voo comercial da Copa Airlines para Caracas, mas a empresa havia sido alertada sobre possíveis sanções caso transportasse a opositora.

As demais iniciativas envolveram uma rota terrestre que não chegou a ser executada e uma combinação de deslocamentos por ar e mar. De acordo com o ABC, María Corina usou um passaporte diplomático panamenho emitido por razões humanitárias.

Exílio e cenário político

María Corina deixou a clandestinidade em dezembro e viajou escondida à Noruega para receber o Nobel da Paz. Depois de uma breve passagem pelos Estados Unidos, passou a viver na Cidade do Panamá, de onde tenta voltar à Venezuela.

Ela está exilada desde o fim do ano passado. Antes disso, permaneceu escondida após a eleição de 2024, que reconduziu Nicolás Maduro ao poder sob acusações de fraude. A opositora prometeu retornar depois da captura de Maduro, mas a data de sua volta continua incerta.

Delcy Rodríguez foi vice durante o regime de Maduro e passou a liderar o país sob orientação de Washington. Ela se reuniu pessoalmente com Trump pela primeira vez desde a operação militar americana que capturou Maduro, em janeiro. Segundo o texto, Delcy também cooperou com exigências da Casa Branca, incluindo o acesso dos Estados Unidos às reservas de petróleo venezuelanas.

Pessoas familiarizadas com o assunto disseram que autoridades americanas pediram reservadamente que María Corina adiasse o retorno após os terremotos que atingiram a Venezuela em julho. Críticos afirmam que o governo Trump abandonou as exigências por eleições livres em favor de acordos de petróleo e investimentos com Delcy. María Corina contestou o acordo entre Washington e Caracas.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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