Donald Trump afirmou neste domingo, 20, que o arco memorial planejado entre o Memorial de Lincoln e o Cemitério Nacional de Arlington poderá funcionar como um complexo militar, com drones, atiradores de elite e armazenamento de munição.
Em uma publicação nas redes sociais, o presidente disse que aceitou, a “forte pedido” das Forças Armadas, transformar a estrutura de 75 metros de altura em um complexo capaz de abrigar e utilizar rapidamente um grande número de drones. O projeto também teria atiradores no telhado e na praça, além de grandes quantidades de munição.
O arco está previsto para uma rotatória próxima à Memorial Bridge, área de tráfego intenso por concentrar uma das poucas pontes que ligam a capital americana ao norte da Virgínia. O início das obras estava previsto para este mês.
Disputa judicial
A Comissão de Belas Artes dos EUA deu aprovação preliminar ao projeto. Os integrantes da comissão foram indicados por Trump. A proposta, porém, é alvo de uma ação movida por três veteranos e um historiador de arquitetura, que defendem a necessidade de aprovação do Congresso.
Nicolas Sansone, advogado dos autores da ação, afirmou que a justificativa de segurança nacional apresentada pelo presidente não resolve o problema jurídico do projeto. “O Congresso não autorizou o arco e, a menos que o faça, o projeto não deve ter permissão para seguir adiante”, disse no domingo.
O Pentágono informou não ter dados adicionais além da declaração de Trump. O presidente também chama de complexo militar o novo salão de baile da Casa Branca e sustenta que a obra é necessária para a segurança nacional.
O arco integra uma série de projetos promovidos por Trump em Washington. A lista inclui o salão de baile da Casa Branca, intervenções no Kennedy Center, obras no Espelho d’Água do Memorial de Lincoln e a reconstrução de um campo de golfe no East Potomac Park, que poderia reduzir o acesso público às trilhas de corrida e ciclismo.
A proposta ainda não recebeu aprovação final da Comissão de Planejamento da Área da Capital Nacional. O órgão aprovou o local e os planos preliminares em uma reunião realizada em julho e deve voltar a analisar o projeto durante o outono no Hemisfério Norte.



