São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Reunião sobre navegação em Ormuz é adiada em meio à escalada no Iêmen

Irã nega envolvimento com os houthis, lista 77 navios sob suspeita e vê petróleo superar US$ 108 por barril.

Reunião sobre navegação em Ormuz é adiada em meio à escalada no Iêmen

A reunião dos chanceleres dos países do Golfo, prevista para esta segunda-feira (14/09), em Omã, foi adiada diante do avanço dos confrontos no Iêmen entre os houthis e o governo iemenita, apoiado pela Arábia Saudita.

O encontro trataria dos resultados das negociações entre Irã e Omã para restabelecer rotas seguras de navegação comercial pelo Estreito de Ormuz. Esmaeil Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, disse que a reunião poderia discutir a nova política regional. “Não creio que qualquer país responsável aceitaria, de qualquer forma, ser ditado ou submetido a pressão por forças externas”, afirmou em uma entrevista coletiva em Teerã.

Baghaei negou que Teerã tenha participação na escalada dos houthis, que avançaram pela costa do Mar Vermelho e conquistaram posições estratégicas no Estreito de Bab al-Mandeb desde a semana passada. “Não temos qualquer relação com o que está acontecendo no Iêmen. O Irã não interfere nos assuntos iemenitas”, declarou.

No domingo (13/09), o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que o conflito não tem solução militar e defendeu que o futuro do Iêmen seja definido pelos próprios iemenitas por meio de diálogo e de um processo político inclusivo.

A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico divulgou nesta segunda-feira (14/09) uma relação atualizada com 77 embarcações acusadas de violar protocolos iranianos. O órgão recomendou que seguradoras, clubes de proteção e indenização e sociedades classificadoras não prestem serviços aos navios. As embarcações poderão sofrer multas, detenção ou confisco. Navios que cooperarem com embarcações sancionadas ou com países inimigos também poderão ser incluídos na lista.

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã informou ter interceptado e destruído um drone MQ-1 sobre a região. Segundo o comunicado, a aeronave foi abatida pelo novo sistema de defesa aeroespacial da força.

A tensão pressionou o petróleo. Por volta das 9h30 GMT, o Brent subia US$ 3,43, ou 3,3%, a US$ 108,04 por barril. O WTI avançava US$ 3,49, ou 3,5%, a US$ 103,54.

Durante viagem à Irlanda, no domingo (13/09), Donald Trump previu o fim da guerra contra o Irã após as eleições legislativas norte-americanas de novembro e disse que o preço da gasolina cairia. Teerã afirmou que não reabrirá completamente o Estreito de Ormuz enquanto não forem atendidas suas exigências sobre ataques norte-americanos, reparações e sanções.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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