O Irã manteve as condições para reabrir o Estreito de Ormuz, apesar de Donald Trump ter rejeitado a proposta apresentada pelo país. A posição foi reafirmada neste domingo (27/09) pelo ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi.
“Nossas condições são claras, e qualquer avanço rumo à reabertura do Estreito de Ormuz depende do cumprimento dessas condições. Não voltaremos atrás”, declarou Araghchi. O ministro acrescentou que Teerã não fechou a porta para a diplomacia, mas não abrirá mão de seus direitos.
Termos da proposta
O plano, apresentado aos Estados Unidos na sexta-feira (25/09), prevê a interrupção de todas as hostilidades no Oriente Médio por sete dias. A trégua incluiria o Líbano, onde Israel mantém uma ofensiva contra o Hezbollah, e o Iêmen, que também foi citado pelo porta-voz da Guarda Revolucionária, Hossein Mohebi.
A proposta estabelece que o Estreito de Ormuz seja reaberto no sétimo dia. Em troca, o Irã exige a liberação de ativos congelados, avaliados em pelo menos US$ 12 bilhões (R$ 62 bilhões), a suspensão das sanções ao petróleo iraniano e o fim do bloqueio naval norte-americano.
O documento também prevê o desbloqueio de ativos retidos após a Revolução Islâmica de 1979 e o fim das sanções americanas contra o país. Segundo o presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, o plano foi elaborado em coordenação com o líder supremo, Mojtaba Khamenei. Uma equipe de seis integrantes, com poder de decisão, foi criada para conduzir o processo.
No sábado (26/09), Trump rejeitou a proposta. “Rejeito a proposta deles”, disse o presidente dos Estados Unidos na Casa Branca. Em uma publicação na Truth Social, ele também compartilhou um mapa do estreito com a legenda “Estreito Trump”.




