MOSCOU — Vladimir Putin recebeu neste sábado (05/09), no Kremlin, os enviados especiais de Donald Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner. Na abertura da reunião, o presidente russo afirmou que as negociações sobre a guerra na Ucrânia enfrentam dificuldades, mas elogiou os esforços de Washington para buscar uma saída para o conflito.
“Vamos ter que lidar com uma situação difícil”, disse Putin no início do encontro. O Kremlin divulgou as primeiras declarações da reunião. Antes da conversa, o porta-voz Dmitry Peskov afirmou que a posição russa sobre os objetivos da guerra permanecia inalterada.
Os emissários levaram uma proposta dos Estados Unidos, mas os detalhes do documento não foram divulgados. Donald Trump havia dito na sexta-feira (04/09) que Witkoff e Kushner viajariam com uma iniciativa para tentar encerrar a guerra.
A Rússia mantém exigências territoriais e outras condições para um acordo, enquanto o governo ucraniano rejeita entregar áreas que ainda controla. As posições de Moscou e Kiev continuam distantes, apesar da retomada dos contatos promovidos por Washington.
Pausa limitada nos ataques
Putin determinou uma interrupção de três dias nos ataques russos contra Kiev, com início à meia-noite deste sábado. A medida não corresponde a um cessar-fogo geral entre Rússia e Ucrânia.
Volodymyr Zelensky afirmou que as forças ucranianas também evitariam ataques contra Moscou durante o período das negociações. A suspensão temporária nas duas capitais foi tratada como uma medida de confiança para facilitar a circulação dos emissários americanos. Combates e ataques continuaram em outras áreas da Ucrânia, após novos ataques russos que deixaram mortos e feridos em diferentes pontos do país.
Witkoff e Kushner chegaram a Moscou neste sábado e foram recebidos por Kirill Dmitriev, representante especial de Putin. Depois do encontro no Kremlin, os dois devem viajar neste domingo (06/09) para Kiev, onde são esperados por Zelensky. Será a primeira visita de ambos à capital ucraniana durante o processo de negociação.
Zelensky disse que aguarda conhecer as propostas levadas pelos representantes de Trump e a resposta obtida em Moscou. O Kremlin considera que ainda não existem condições concretas para um acordo de paz, mas mantém aberta a possibilidade de uma solução negociada.



