São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Ataques russos a Kiev coincidem com tentativa de negociação entre Moscou e Washington

Telefonema entre Putin e Trump ocorreu após ofensiva com 166 drones e dezenas de mísseis, que deixou mortos e feridos na capital ucraniana.

Ataques russos a Kiev coincidem com tentativa de negociação entre Moscou e Washington

A Rússia retomou os ataques contra Kiev nesta terça-feira (8), após uma pausa de três dias, enquanto Vladimir Putin e Donald Trump discutiam por telefone os próximos passos para a guerra na Ucrânia. O ataque deixou pelo menos cinco mortos e 25 feridos, segundo autoridades ucranianas, e envolveu ao menos 166 drones e dezenas de mísseis.

O telefonema durou exatamente uma hora. Yuri Ushakov, assessor diplomático do Kremlin, afirmou que a conversa foi construtiva e “extremamente franca”. Trump defendeu o encerramento rápido das operações militares, enquanto Putin apresentou uma análise objetiva e detalhada da situação na frente de combate.

Segundo Ushakov, o presidente russo também disse não ter “nenhum plano agressivo” contra a Europa e apontou medidas que os Estados Unidos poderiam adotar para acelerar o fim dos combates. Nem Trump nem a Casa Branca divulgaram uma versão oficial da conversa.

A ligação ocorreu depois da visita a Moscou e Kiev dos enviados americanos Steve Witkoff e Jared Kushner, durante o fim de semana. O objetivo das viagens era retomar os esforços de Washington para promover novas negociações diretas entre Rússia e Ucrânia.

Volodimir Zelensky afirmou mais cedo que negociadores dos três países poderiam se reunir neste mês. O Kremlin, porém, avaliou que é “cedo demais” para tratar de forma concreta de um encontro desse tipo. O presidente ucraniano disse que Kiev se prepararia para facilitar uma reunião trilateral nos próximos meses, talvez já em setembro, e declarou que os enviados americanos apresentaram ideias “muito boas e merecem ser consideradas”.

As explosões foram ouvidas nas primeiras horas do dia na capital ucraniana. Segundo a Procuradoria de Kiev, foram atingidos pelo menos 14 edifícios residenciais, uma escola, uma clínica, 25 carros, um supermercado e vários armazéns logísticos. O Ministério da Defesa russo declarou que os alvos eram fábricas de componentes para drones e mísseis, depósitos de munições e armazéns militares.

O ataque ocorreu após a retomada dos bombardeios, que havia sido interrompida durante a visita dos enviados americanos. O chanceler ucraniano, Andrii Sibiga, acusou Putin de lançar uma nova ofensiva depois da saída dos representantes de Washington. Zelensky pediu mais sistemas de defesa antimísseis aos países ocidentais e afirmou que pretende se reunir com Trump depois de 20 de setembro.

Os esforços de mediação iniciados por Washington em 2025 levaram a reuniões entre russos e ucranianos, mas não resultaram em um plano de paz. As partes não chegaram a um acordo sobre os territórios reivindicados por Moscou.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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