A queda de 10,5% da Novartis em Zurique foi um dos principais movimentos corporativos desta terça-feira, 8, nas bolsas europeias. As ações recuaram após o medicamento experimental del-desiran não atingir o objetivo principal em um estudo de fase final, no terceiro teste da companhia a desapontar na semana.
O desempenho dos índices ficou próximo da estabilidade, em meio à expectativa pela decisão de juros do Banco Central Europeu (BCE), marcada para quinta-feira. O mercado considera mais provável uma alta de 25 pontos-base, segundo a State Street Investment Management, que vê na comunicação sobre os próximos passos o principal foco do encontro.
A Pimco espera uma pausa prolongada depois de setembro, mas avalia que novas altas ainda podem ocorrer se as expectativas de inflação piorarem. O petróleo também pressionou os mercados: o Brent chegou perto de US$ 100 por barril após ataques dos Houthis a instalações de energia da Arábia Saudita.
Em Londres, o FTSE 100 caiu 0,1%, para 10.811,66 pontos. O DAX, em Frankfurt, recuou 0,05%, a 25.992,92 pontos, enquanto o CAC 40 avançou 0,14%, para 8.317,98 pontos. O FTSE MIB perdeu 0,1%, aos 52.177,47 pontos. O Ibex 35 caiu 0,12%, para 19.997,10 pontos, e o PSI 20 subiu 0,66%, a 9 481,29 pontos. As cotações são preliminares.
Entre outras ações, a Dunelm recuou 13,8% em Londres; a TeamViewer caiu 3,1% e a Infineon, 4,4%, em Frankfurt. Em Milão, a ENI avançou 1,4% com o encarecimento da energia, e a Telecom Italia subiu 2,7%. A UniCredit operou praticamente estável após anunciar a compra de participação minoritária na fintech alemã VC Trade.
Na Alemanha, as exportações caíram 0,8% em julho ante junho, no primeiro recuo em seis meses. O Jefferies avaliou que o revés da Novartis pode elevar a necessidade de aquisições e acordos para sustentar o crescimento da farmacêutica além de 2030.




