O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, visitou na noite de sábado (19/09) as escavações da Mesquita de Al-Aqsa e do Muro de Al Buraq, na Cidade Velha de Jerusalém Oriental ocupada. Ele também participou das orações de Selichot no Muro, durante as celebrações que antecedem o Yom Kippur.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Netanyahu afirmou: “É emocionante tocar a rocha da nossa existência. Estamos aqui muito perto do Santo dos Santos. Estamos aqui e sempre permaneceremos aqui”.
A visita ocorreu a pouco mais de um mês das eleições de 27 de outubro, que definirão os integrantes do Knesset, o Parlamento de Israel. Netanyahu aparece atrás de seu rival Gadi Eisenkot, líder do partido Yashar, nas pesquisas de opinião.
Protegido por um vidro à prova de balas e cercado por forte aparato de segurança, o premiê fez uma oração pelos soldados das Forças de Israel diante de uma plateia de cerca de 150 mil pessoas. O Hamas condenou a presença dele no local, considerado protegido pelo Direito Internacional, e rejeitou as escavações israelenses sob a área sagrada.
O grupo também mencionou o mandado de prisão expedido pelo Tribunal Penal Internacional contra Netanyahu. Para o Hamas, a visita e as declarações do premiê representam um ataque à identidade e ao estatuto da mesquita, além de uma provocação aos palestinos e às nações árabes e islâmicas.
Incursões no complexo
Na manhã de domingo (20/09), ao menos 876 colonos israelenses entraram nos pátios do complexo de Al-Aqsa, em Jerusalém Oriental ocupada, sob proteção das forças israelenses. O balanço foi divulgado pela Governadoria palestina de Jerusalém.
Segundo o órgão, os grupos fizeram orações e rituais talmúdicos no local. Alguns participantes também realizaram um ritual de prostração. Vídeos registraram orações e rituais judaicos diante do Portão da Misericórdia, na parte externa das muralhas, depois da meia-noite.
A Governadoria afirmou que organizações israelenses convocaram apoiadores para orações penitenciais ligadas às celebrações judaicas. O órgão vem denunciando o aumento das incursões e acusa grupos israelenses de tentar alterar o status quo histórico e religioso de Al-Aqsa, inclusive com a ampliação das orações judaicas no complexo.
Em julho, a Governadoria afirmou que havia mobilizações para aumentar a presença israelense no local. Também disse que integrantes do governo e do Knesset defendem alterações nas regras de acesso e na realização de rituais religiosos no complexo.




