São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Nadal vê mudança de prioridades de consumo, com mais viagens e experiências

Ex-tenista relaciona a preferência atual por viagens à substituição da casa e do carro como principais objetivos financeiros.

Nadal vê mudança de prioridades de consumo, com mais viagens e experiências

Rafael Nadal afirmou que os consumidores passaram a priorizar experiências, viagens e a descoberta de novos lugares em vez de poupar para comprar uma casa ou um carro. A declaração foi dada em entrevista à CNBC.

“Antes as pessoas economizavam para comprar uma casa ou um carro. Agora, as pessoas valorizam muito as experiências e investem bastante em viagens e em conhecer lugares diferentes”, disse Nadal.

Ex-número 1 do mundo e vencedor de 22 títulos de Grand Slam, o ex-tenista encerrou a carreira e passou a investir no setor hoteleiro. Ele também mantém uma academia de tênis e outros negócios. A entrevista tratou justamente da atividade hoteleira, segmento diretamente ligado ao aumento das viagens.

A mudança, porém, pode ter mais de uma explicação. O aumento dos preços dos imóveis, a alta dos juros e a dificuldade de reunir o valor da entrada reduziram o número de compradores em muitos países. Nesse cenário, parte do dinheiro que antes poderia ser direcionado à compra de um imóvel pode ter sido redirecionada para gastos menores e mais frequentes.

Mudança de consumo

A diferença está entre uma escolha de prioridades e uma substituição provocada pelos preços. No primeiro caso, as pessoas optam por viajar e consumir experiências. No segundo, deixam de comprar imóveis porque a aquisição ficou fora do alcance e usam os recursos disponíveis em outras despesas.

Em Santa Catarina, o metro quadrado subiu de forma acentuada nos últimos anos no litoral e nas capitais regionais. A evolução ajuda a ilustrar como o custo da moradia pode influenciar essa decisão.

O turismo cresceu de forma consistente nos últimos anos, impulsionado por lazer, descanso e busca de novidade. O setor passou a ocupar uma fatia maior do orçamento familiar do que ocupava há duas décadas.

Hotelaria, transporte aéreo, plataformas de hospedagem e serviços de viagem passaram a disputar recursos que antes eram destinados a construtoras e concessionárias. A declaração de Nadal resume essa transformação, mas não define se a troca foi escolhida pelos consumidores ou aceita diante das condições econômicas.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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