A Marinha dos Estados Unidos registrou oito tentativas de suicídio entre os militares do grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln durante os nove meses de operação na guerra contra o Irã. A informação consta de um documento enviado na terça-feira (22/09) pelo secretário interino da Marinha, Hung Cao, à senadora democrata Kirsten Gillibrand.
“Desde o início da missão do Lincoln, houve um total de oito tentativas de suicídio em todo o grupo de ataque”, afirmou Cao no documento. Os episódios ocorreram enquanto a embarcação permanecia mobilizada em operações de combate e no bloqueio naval norte-americano aos portos iranianos.
Casos relatados
No início de agosto, um marinheiro da ala aérea saltou ao mar e foi rapidamente recuperado. Depois, ele foi retirado do navio. Em março, outro marinheiro tentou se jogar no mar e retornou ao porto de origem.
O porta-aviões deixou a Califórnia em novembro de 2025 para uma missão no Mar da China Meridional, mas foi direcionado para a guerra contra o Irã. Cerca de 5 mil tripulantes permaneceram 286 dias no mar, sem descanso em terra. A única parada mencionada no documento ocorreu em dezembro de 2025, e os militares desembarcaram na Tailândia em 1º de setembro deste ano.
Durante a missão, também foram relatados problemas de abastecimento, saúde mental e moral dos militares. O número de opções de pratos principais caiu de duas para uma refeição. Cao afirmou que a Marinha priorizou produtos de higiene, mantimentos frescos e peças de reposição essenciais.
O navio teve ainda problemas no sistema de encanamento no início da operação. Segundo Cao, os reparos foram concluídos pela equipe de engenharia, e “o abastecimento de água potável permanece seguro e é testado diariamente”.
Em agosto, o USS Abraham Lincoln foi substituído pelo USS George Washington e retornou aos Estados Unidos. Uma delegação bipartidária do Congresso planeja visitar o porta-aviões quando ele voltar ao país.



