Os houthis ampliaram nesta sexta-feira (11/09) o controle sobre áreas estratégicas da costa do Mar Vermelho, após assumirem Moca na quinta-feira (10/09). O grupo também avançou em direção ao Estreito de Bab al-Mandeb, rota que liga o Mar Vermelho ao Golfo de Áden e ao Oceano Índico.
A ofensiva levou à retirada das forças governamentais da região. Quatro fontes do governo iemenita afirmaram que os houthis chegaram à ilha de Perim, também chamada Mayyun, situada na entrada do estreito.
Entre os locais tomados estariam o aeroporto de Moca, instalações navais e a base militar Khalid ibn al-Walid. Também houve avanço sobre Al-Khokha e Dhubab. Depois de ocupar Moca, as forças navais houthis seguiram para o sul.
Garantia sobre navegação
Mahdi al-Mashat, presidente do Conselho Político Supremo dos houthis, pediu que integrantes das forças do governo entregassem as armas. Ele prometeu imunidade contra processos judiciais aos que abandonarem os combates.
Hazem al-Assad, integrante do bureau político houthi, afirmou que o tráfego comercial continua funcionando normalmente. “A liberdade de navegação e o comércio internacional no Mar Vermelho e em Bab al-Mandab estão seguros e sob controle”, declarou. Ele também disse que não havia motivo para preocupação internacional.
Resposta saudita
A Arábia Saudita realizou ataques aéreos contra Moca. Pelo menos dois bombardeios atingiram o aeroporto da cidade, e houve relatos de ofensivas contra outras posições ocupadas pelos houthis.
Uma contraofensiva das forças governamentais, apoiadas pelos sauditas, continuava sendo possível. O príncipe herdeiro Mohammed bin Salman telefonou duas vezes para o presidente Donald Trump nesta quinta-feira (10/09). Na primeira conversa, relatou a tomada de Moca e a retirada das forças iemenitas apoiadas por Riad. Depois, pediu ataques americanos contra os houthis.
Trump recusou o pedido. Os Estados Unidos não pretendem intervir diretamente, mas devem fornecer à Arábia Saudita informações de inteligência e dados para a seleção de alvos.




