Assessores do governo dos Estados Unidos informaram Donald Trump de que a guerra contra o Irã pode continuar até o fim de seu mandato, ultrapassando janeiro de 2029. A avaliação foi apresentada em reuniões privadas no Salão Oval e na Sala de Situação da Casa Branca.
Entre os participantes estavam o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado Marco Rubio. A análise interna considera que Teerã consegue suportar por anos as pressões econômicas e militares aplicadas pelos Estados Unidos.
O conflito já dura sete meses, acima das estimativas iniciais de uma ofensiva rápida. Com a extensão das hostilidades, o Pentágono ampliou parte da presença militar enviada à região até 2027 e prepara novas rotações de tropas.
A previsão dos assessores diverge das declarações públicas de Trump. Na quarta-feira (9), o presidente disse esperar que os combates terminem logo após as eleições legislativas de novembro. Ele afirmou que os iranianos tentam interferir na votação e não resistirão por muito tempo.
A tensão também cresceu no Estreito de Ormuz. O Irã afirmou ter atacado dez embarcações depois que forças norte-americanas destruíram cinco petroleiros iranianos. O confronto levou o petróleo Brent a superar novamente US$ 100 o barril.
Em agosto, o governo norte-americano lançou a operação Operation Economic Outcast para cortar, por meio de sanções adicionais, os vínculos financeiros remanescentes de Teerã com outros países.



