O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, condenou as novas sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos e acusou Washington de promover uma política de estrangulamento econômico e punição coletiva contra a ilha. A declaração foi publicada nesta quinta-feira (17/09), em comunicado do governo cubano.
As medidas atingiram quatro empresas estatais administradas por líderes militares cubanos. Os próprios administradores e três executivos civis ligados a essas companhias também foram sancionados. Além disso, três empresas e um centro de pesquisa relacionados à mineração, especialmente à extração de níquel, foram incluídos nas sanções.
Rodríguez Parrilla citou diretamente o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. Para o chanceler, as ações contra instituições e indivíduos cubanos fazem parte de uma estratégia para intensificar a pressão econômica sobre o país.
“O Secretário de Estado está, mais uma vez, atacando instituições e indivíduos cubanos”, afirmou Rodríguez Parrilla. O ministro também disse que Rubio “fracassará em sua tentativa de nos subjugar” e declarou que Cuba não abrirá mão de sua soberania e independência.
A mensagem foi divulgada nas redes sociais com a hashtag “#CubaNoEsUnaAmenaza”, usada em uma campanha cujo slogan é “Cuba não é uma ameaça, o bloqueio sim”.
Pressão econômica
As sanções ocorrem em meio ao aumento das políticas de estrangulamento econômico contra Cuba, intensificadas a partir de dezembro de 2025. O país enfrenta há meses um bloqueio energético que impede o abastecimento de petróleo à ilha.
Entre março de 2025 e fevereiro de 2026, Cuba registrou mais de US$ 8 bilhões em danos econômicos atribuídos às sanções implementadas por Washington. As medidas também foram associadas a uma crise energética e a prejuízos nos serviços básicos de saúde e educação.




