A China defendeu, na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, a ampliação da participação dos países do Sul Global nas decisões internacionais e o respeito à soberania dos Estados. A posição foi apresentada pelo vice-presidente chinês, Han Zheng, durante o debate geral neste sábado (26/09).
Han levou uma mensagem do presidente Xi Jinping e afirmou que Pequim pretende atuar com outros países para fortalecer o multilateralismo e acelerar a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. O governo chinês também apresentou a Iniciativa para o Desenvolvimento Global como uma frente de cooperação voltada principalmente aos países em desenvolvimento.
A atuação ocorre no ano em que a China marca os 55 anos da recuperação de seu assento nas Nações Unidas. A reforma da governança internacional defendida por Pequim inclui a igualdade entre os países, independentemente de tamanho ou poder econômico e militar.
Reforma da governança global
Em pronunciamento divulgado neste ano, o chanceler Wang Yi afirmou que a igualdade soberana deve abranger o direito de cada país de escolher seu caminho de desenvolvimento e a não interferência em assuntos internos. A China também defende que o direito internacional seja aplicado sem critérios diferentes entre os países.
Em documento sobre sua posição na Assembleia Geral, Pequim pediu maior participação do Sul Global nas decisões internacionais. O governo chinês afirmou que a estrutura da governança global precisa refletir mudanças na economia e na distribuição de poder e defendeu maior representação dos países em desenvolvimento no Conselho de Segurança da ONU.
Wang já havia apresentado essa posição em fevereiro, durante uma reunião de alto nível do Conselho de Segurança sobre a reforma da governança global. Para o chanceler, os assuntos internacionais não devem ficar concentrados em poucos países.
Xi reforçou a defesa durante a cúpula do Brics realizada na Índia, em 13 de setembro. O presidente chinês pediu atuação conjunta do grupo em desenvolvimento, segurança, clima e governança tecnológica. Também defendeu a participação do Sul Global na elaboração das regras internacionais, reformas nas instituições financeiras internacionais e na Organização Mundial do Comércio, além da solução pacífica de controvérsias.



