São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Seguro Rural perde área protegida e enfrenta custo alto e demora em sinistros

A área segurada caiu para 3,3 milhões de hectares em 2025, enquanto produtores apontam custo, subvenção e perícias como entraves.

Seguro Rural perde área protegida e enfrenta custo alto e demora em sinistros

O Seguro Rural terminou 2025 com 3,3 milhões de hectares protegidos no Brasil, o menor patamar em 10 anos. O número corresponde a uma parcela da área plantada, que somou 97,8 milhões de hectares. Produtores relacionam a retração ao preço das apólices, ao repasse incompleto da subvenção federal e à demora na análise de perdas.

Em Ouro Verde do Oeste (PR), Aluir Dalposso afirma que a proteção passou a pesar mais no orçamento da lavoura. Para ele, o prêmio equivale a entre 14% e 15% do custo de produção e pode alcançar 17%. A propriedade familiar administrada por Dalposso tem 100 hectares e recorreu ao seguro em pelo menos três das últimas cinco safras, após perdas em trigo, soja e milho.

Subvenção e concentração de risco

O produtor também aponta a cobrança de valores que deveriam ser compensados pelo governo. O Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) liberou R$ 581 milhões em 2025, ante R$ 1,06 bilhão inicialmente previsto. As faixas de apoio do programa ficam entre 20% e 45%, conforme a cultura e a localização.

A redução da contratação concentra mais risco nas seguradoras e pode encarecer a cobertura. Dalposso avalia ainda que alterações no Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) afetaram principalmente os pequenos produtores. Um estudo do Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Agro) estima que mais de 116 mil produtores deixaram o programa.

A demora nas perícias é outro obstáculo relatado. De acordo com Dalposso, a distância dos profissionais responsáveis pelas vistorias atrasou a avaliação das áreas, manteve lavouras no campo por mais tempo e aumentou perdas, inclusive na cultura seguinte devido à permanência de plantas remanescentes.

O Projeto de Lei 2.951/2024, aprovado pelo Senado Federal, aguarda sanção presidencial. A proposta prevê financiamento do prêmio, juros mais atrativos, preferência no crédito, fontes compensatórias para os recursos do PSR, prazo máximo para pagamento dos sinistros e aceitação do seguro como garantia em operações de crédito rural.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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