SANTA CATARINA — Candidatos de Santa Catarina informaram ter recebido R$ 148,7 milhões em recursos públicos para as Eleições 2026, a menos de três semanas do pleito. Os dados constam da prestação parcial de contas apresentada até domingo (13) e disponibilizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O levantamento considera repasses do Fundo Especial para Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como Fundo Eleitoral ou Fundão, e do Fundo Partidário. Doações de pessoas físicas, financiamentos coletivos e recursos próprios dos candidatos ficaram fora da apuração.
Câmara dos Deputados
Dos 231 candidatos a deputado federal no estado, 14 informaram ter recebido mais da metade do teto de gastos, fixado em R$ 3,17 milhões. Esse grupo, equivalente a 6% dos concorrentes, concentrou R$ 32 milhões dos R$ 84,9 milhões destinados à disputa pela Câmara.
Júlia Zanatta (PL) lidera a lista, com R$ 3 milhões, seguida por Fábio Schiochet (União), com R$ 2,9 milhões. Ana Paula Lima (PT), Valdir Cobalchini (MDB), Geovania de Sá (Republicanos) e Pezenti (MDB) registraram R$ 2,8 milhões cada. Giovana Mondardo (PCdoB) informou R$ 2,3 milhões, enquanto Darci de Matos (Republicanos), Jorge Goetten (Republicanos) e Paulo Alceu (Republicanos) receberam R$ 2 milhões cada.
Zanatta e Schiochet são deputados federais e disputam a reeleição. Os recursos foram repassados pelas direções nacionais dos partidos.
Assembleia Legislativa e governo
Os 414 candidatos a deputado estadual declararam R$ 37,9 milhões. Oito deles informaram receitas superiores à metade do limite de gastos, de R$ 1,1 milhão. Ao todo, 17% dos recursos públicos destinados à disputa pela Assembleia Legislativa de SC foram direcionados a 1,9% dos candidatos.
Ana Campagnolo (PL) aparece na primeira posição, com R$ 1,2 milhão. Marlene Fengler (PSD) e Marquito (PSOL) declararam R$ 1 milhão cada. Policial Emily Pereira (União) recebeu R$ 831,2 mil; Luciane Carminatti (PT), R$ 699,5 mil; Mara da Saúde (PP), R$ 677 mil; e Ingrid Sateré Mawé (PSOL) e Camasão (PSOL), R$ 647,7 mil cada.
Na disputa pelo governo de SC, quatro candidaturas informaram recursos públicos, que somam R$ 11,2 milhões. Jorginho Mello (PL) recebeu R$ 5,7 milhões, e João Rodrigues (PSD), R$ 5,5 milhões. Professor Marcus Sodré (PSTU) declarou R$ 30 mil, enquanto Lais Chaud (UP) informou R$ 3,2 mil.
Senado
Nove dos 13 candidatos ao Senado relataram ter recebido recursos dos fundos públicos. Carol de Toni (PL) lidera, com R$ 4,3 milhões, seguida por Lunelli (MDB), com R$ 2,8 milhões; Esperidião Amin (PP), com R$ 2,7 milhões; Décio Lima (PT), com R$ 2,2 milhões; e Carlos Bolsonaro (PL), com R$ 2,1 milhões.
Afrânio Boppré (PSOL) informou R$ 392,1 mil. Tulio de Amorim Pfuetzenreiter declarou R$ 75 mil, enquanto Joaninha de Oliveira (PSTU) e Marcos Dorval (PSTU) registraram R$ 12,7 mil cada.



