SÃO PAULO — A Polícia Federal encontrou dinheiro vivo, obras de arte, relógios de luxo, cofres e carros blindados em três mansões de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Os imóveis ficam em São Paulo, Brasília e Belo Horizonte.
As buscas ocorreram em 18 de novembro de 2025, um dia depois da prisão do banqueiro. Entre os itens apreendidos estavam um HD de 6 terabyte, um colar de diamantes com a letra D e uma pintura atribuída ao francês Pierre Auguste Renoir. Também foram localizadas pastas com os timbres da Câmara dos Deputados e do Banco de Brasília (BRB).
Os agentes encontraram ainda R$ 290 mil em notas de reais e dólar, escondidos em uma gaveta-cofre no closet do quarto. Apesar dos bens recolhidos nas residências, o celular de Vorcaro foi considerado o item mais valioso para a investigação. O aparelho revelou conversas com políticos e integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em Brasília, a casa era usada para “recepções e reuniões”, conforme o relatório da Polícia Federal. O imóvel tinha vista para o lago Paranoá e a Ponte JK, além de salas de reunião. Nas gavetas do escritório, foram encontrados uma lista de vinhos caros e um memorial descritivo sobre fazendas.
A residência reunia três terrenos contíguos e tinha quartos, salas de estar, áreas de lazer, espaço gourmet com bares, academias, spa e quadras de jogos. Ainda assim, os agentes encontraram poucos objetos pessoais, armários vazios e nenhum item de valor. A governanta disse que o local servia apenas para “refúgio de lazer e descanso”.
No Jardim América, na capital paulista, a mansão aparentava ser a mais usada e vigiada por Vorcaro. O imóvel guardava roupas e relógios Rolex, Audemars Piguet e Richard Mille. Havia dois seguranças na área externa e um vigilante na guarita.
A PF achou três cofres; um deles foi arrombado porque os advogados não sabiam a senha. A casa também tinha uma adega subterrânea com centenas de vinhos de elevado valor comercial. Como as garrafas precisariam ser catalogadas, a retirada foi considerada inviável.



