São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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PF vê repasses de R$ 6,1 milhões entre empresas e entidades ligadas a Karina da Gama

Relatório aponta que recursos do Instituto Conhecer Brasil passaram por terceirizadas do wi-fi de São Paulo antes de chegar à ANC.

PF aponta triangulação de R$ 6,1 milhões do contrato de wi-fi de SP e indícios de lavagem de dinheiro em entidades ligadas ao filme Dark Horse
Foto: Reprodução/Redes Sociais e Rodrigo Rodrigues/g1

A Polícia Federal identificou indícios de uma triangulação financeira de ao menos R$ 6,1 milhões entre empresas e entidades ligadas à empresária Karina da Gama. O relatório serviu de base para a autorização, pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), da operação contra a produtora do filme Dark Horse nesta quinta-feira (10).

De acordo com a decisão, os recursos saíram do Instituto Conhecer Brasil (ICB), de propriedade de Karina, foram transferidos a empresas terceirizadas da entidade e depois chegaram à Academia Nacional de Cultura (ANC), organização social da cultura também ligada à empresária.

A PF afirma que a operação envolveu a Complexsys Soluções Integradas Ltda. e a Fastfuture Tecnologias Emergentes Ltda., empresas do casal André Feldman e Débora Gomes Feldman. As duas prestaram serviços no contrato de wi-fi de R$ 157 milhões do ICB com a Prefeitura de São Paulo. Também aparecem a Ultra IP Tecnologia e Serviços Ltda., de William Silva Ferreira, e a Distribuidora de Produtos LMS Ltda.

Os repasses identificados foram de R$ 2. 626.949,69 e R$ 1. 308.986,33 da Complexsys; R$ 1.336.201,50 da Ultra IP; R$ 603. 136,12 da Fastfuture; e R$ 300.000,00 da Distribuidora LMS. O total informado é de R$ 6.175.273,64.

“A ANC aparece repetidamente como destinatária de recursos provenientes de diferentes empresas financiadas pelo ICB”, afirmou Flávio Dino. Segundo o ministro, as movimentações indicam possível retorno de recursos públicos à esfera dos responsáveis pela ANC, com potencial desvio e características de lavagem de dinheiro.

André Feldman, Débora Gomes Feldman e William Silva Ferreira foram alvos de busca e apreensão e estão proibidos de deixar o Brasil.

A defesa de Karina informou que apresentou reclamação constitucional à Presidência do STF e que a empresária entregou mais de 20 mil laudas de documentos à PF. A defesa da Complexsys disse que os valores recebidos foram usados apenas na manutenção da rede de wi-fi de São Paulo e negou vínculo com o financiamento do filme.

A Prefeitura de São Paulo afirmou que o filme não recebeu recursos municipais e que não identificou irregularidades na assinatura e na execução do termo de colaboração com o ICB. A administração municipal também informou que a Controladoria Geral do Município acompanha as investigações e instaurou procedimento em maio de 2026.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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