O ouro fechou em queda na terça-feira, 15, pressionado pela alta dos preços do petróleo e dos rendimentos dos Treasuries. O movimento ampliou a baixa registrada na sessão anterior e ocorreu antes da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed), marcada para quarta-feira, 16.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o contrato mais líquido do ouro, com vencimento em dezembro, recuou 0,44%, para US$ 4.332,8 por onça-troy. A prata para dezembro também caiu 0,44%, a US$ 63,85 por onça-troy.
A alta do petróleo reforça as perspectivas de uma política monetária mais rígida para conter a inflação. Esse cenário tende a elevar os juros dos títulos públicos e reduz a atratividade do ouro, que não gera rendimentos.
O Commerzbank afirmou que a renovação das tensões no Oriente Médio impulsionou o petróleo e ampliou as expectativas de juros não apenas nos Estados Unidos. O banco também citou as preocupações fiscais persistentes, refletidas nos rendimentos mais elevados dos Treasuries de longo prazo, e o aumento dos riscos políticos nos EUA como fatores ligados à resiliência relativa do ouro.
Para o Commerzbank, a independência do Fed pode ser ameaçada por pressão política da Casa Branca. O banco avaliou que o conflito entre o mandato de política monetária e os interesses da administração dos EUA ficou mais evidente com a mudança do cenário de inflação e juros.
Segundo a instituição, o Fed passou a enfrentar pressão para elevar as taxas diante de uma inflação persistentemente elevada, enquanto Donald Trump ameaçou adotar medidas extremas caso o banco central não reduza os juros. O Commerzbank concluiu que os mercados financeiros passaram a considerar mais esse risco de confronto.



