O mercado passou a projetar um aperto monetário do Federal Reserve na próxima semana depois que o núcleo mensal do índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos superou as expectativas. O dado, divulgado em agosto, veio em linha com o esperado nos demais componentes.
Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do ouro para dezembro terminou a sexta-feira, 11, com alta de 0,03%, a US$ 4 408,9 por onça-troy. O resultado veio após as perdas da sessão anterior e em um pregão marcado por volatilidade.
A prata para dezembro subiu 0,40%, a US$ 65,18 por onça-troy. No acumulado da semana, os dois metais registraram perdas: 1,5% para o ouro e 2,3% para a prata.
A ferramenta FedWatch, do CME Group, indica que o mercado vê probabilidade majoritária de uma alta de 50 pontos-base nos juros até o fim do ano. A perspectiva de taxas mais elevadas ocorre diante da inflação elevada nos Estados Unidos.
O ouro chegou a avançar mais cedo, acompanhando o recuo do petróleo, mas perdeu força ao longo do dia. Para Samer Hasn, da XS.com, o metal enfrenta a falta de um horizonte de curto prazo para a resolução da guerra no Oriente Médio e riscos de escalada, fatores associados ao aumento dos rendimentos de títulos globais.
Mesmo com esse cenário, o Goldman Sachs projeta valorização do ouro no segundo semestre. O banco estima que o preço alcance US$ 4.900 por onça-troy até o fim do ano e observa que o uso crescente de derivativos vinculados ao metal pode ampliar a volatilidade. No fim de agosto, o ouro acumulava alta de 15% ante a mínima de meados de julho.



