São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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IPCA-15 sobe 0,7% em setembro, pressionado por energia e alimentos

Índice acelerou após deflação de 0,4% em agosto e ficou acima da mediana e do teto das projeções do mercado.

IPCA-15 sobe 0,7% em setembro, pressionado por energia e alimentos

O IPCA-15 subiu 0,7% em setembro, após registrar deflação de 0,4% em agosto, informou o IBGE nesta sexta-feira (25). A taxa foi a maior para setembro desde 2021, quando o índice avançou 1,14%, e superou as estimativas coletadas pela Bloomberg: a mediana era de 0,55% e o teto, de 0,66%.

A energia elétrica residencial foi a principal pressão individual sobre o resultado, com alta de 7,42%, depois de recuar 6,25% na leitura anterior. O item contribuiu com 0,29 ponto percentual para o índice. A reversão ocorreu após o fim do bônus de Itaipu, desconto temporário que havia influenciado a deflação de agosto.

Os nove grupos de produtos e serviços pesquisados registraram alta. Habitação teve a maior variação, de 2,07%, e também o principal impacto entre os grupos, de 0,31 ponto percentual.

Alimentos voltam a subir

O grupo alimentação e bebidas avançou 0,4%, após quedas de 0,66% em julho e 0,57% em agosto. A alimentação no domicílio aumentou 0,38%, com pressão do tomate, que subiu 20,76%, do arroz, com alta de 2,39%, e das carnes, que ficaram 1,30% mais caras.

Na direção oposta, recuaram o feijão-carioca, com queda de 6,33%, a cebola, de 4,41%, e o café moído, de 1,36%. A alimentação fora do domicílio teve alta de 0,44%, depois de avançar 0,42% em agosto. O cigarro subiu 14% e a passagem aérea, 9,82%.

Em 12 meses, o IPCA-15 acelerou de 4,24% até agosto para 4,47% até setembro, aproximando-se do teto de 4,5% da meta perseguida pelo Banco Central para o IPCA.

A coleta do IPCA-15 considerou o período de 15 de agosto a 15 de setembro. O IPCA de setembro ainda não está fechado, e o IBGE divulgará o resultado em 9 de outubro.

Para André Braz, economista do FGV Ibre, a aceleração dos alimentos mostra a perda de uma ajuda que vinha segurando a inflação. Leonardo Costa, da Asa, afirmou que houve surpresas para cima em alimentos no domicílio, energia elétrica e gasolina, que subiu 0,3%. A projeção dele para o IPCA de setembro pode passar de 0,63% para algo próximo de 0,7%.

Claudia Moreno, do C6 Bank, também citou surpresas nas passagens aéreas e na alimentação no domicílio. O banco projeta IPCA de 5% em 12 meses de 2026, acima do teto da meta, enquanto a mediana do mercado está em 4,92%, segundo o boletim Focus.

Na semana passada, o Copom reduziu a Selic para 13,75% ao ano. O boletim Focus prevê 13,5% ao final de 2026. Júlio Barros, do Daycoval, disse que o resultado pode levar o Copom a manter a taxa na próxima reunião, marcada para novembro.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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