São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Mercado em tempo real
Economia

Contenção de despesas de 2026 cai para R$ 16,1 bilhões

Relatório do quarto bimestre prevê R$ 2,4 bilhões em bloqueios e R$ 13,6 bilhões em contingenciamento.

Contenção de despesas de 2026 cai para R$ 16,1 bilhões

O governo federal reduziu a contenção total de despesas prevista no Orçamento de 2026, de R$ 17,9 bilhões para R$ 16,1 bilhões. O novo Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias, divulgado nesta quinta-feira (24), detalha R$ 2,4 bilhões em bloqueios e R$ 13,6 bilhões em contingenciamento.

A revisão das despesas obrigatórias permitiu incorporar o reajuste do Bolsa Família, estimado em cerca de 15% e com impacto total de R$ 5,8 bilhões. O governo informou que a mudança também levou à adoção do contingenciamento, como medida para preservar o cumprimento da meta de resultado primário diante da piora nas projeções de arrecadação.

A estimativa para os benefícios previdenciários diminuiu R$ 11,5 bilhões. Também foram reduzidas as projeções para subsídios, subvenções e Proagro, em R$ 1,1 bilhão; para o BPC/Loas, em R$ 1,8 bilhão; e para pessoal e encargos sociais, em R$ 4,1 bilhões. Em sentido contrário, as despesas obrigatórias com controle de fluxo aumentaram R$ 3,1 bilhões, já considerando o reajuste do programa social.

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, disse que a revisão da Previdência não significa diminuição dos benefícios pagos, mas uma estimativa menor para o crescimento dessas despesas. Segundo ele, a alteração está ligada à menor pressão sobre novas concessões do INSS.

Rogério Ceron, secretário-executivo do Ministério da Fazenda, afirmou que a redução do bloqueio liberaria recursos para diferentes ministérios caso o reajuste do Bolsa Família não tivesse sido priorizado.

A projeção para o déficit efetivo das contas públicas em 2026 subiu de R$ 52 bilhões para R$ 80,9 bilhões, sem incluir despesas que podem ser retiradas do cálculo da meta fiscal. Consideradas as deduções previstas para precatórios e gastos com saúde, educação e defesa, a projeção passou de superávit de R$ 10,8 bilhões para déficit de R$ 13,6 bilhões.

As receitas primárias totais foram revisadas de R$ 3,237 trilhões para cerca de R$ 3,222 trilhões. A receita líquida caiu de R$ 2,594 trilhões para cerca de R$ 2,587 trilhões, enquanto a previsão de despesas totais avançou de R$ 2,646 trilhões para cerca de R$ 2,668 trilhões.

O detalhamento por ministério deverá sair até 30 de setembro, em decreto. Depois, os órgãos terão cinco dias úteis para apontar as programações que serão bloqueadas ou contingenciadas.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.