São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Goolsbee vê choques de oferta como obstáculo à inflação dos EUA em 2%

Presidente do Fed de Chicago pede evidências de alívio nas pressões antes de retirar seus efeitos das decisões sobre preços.

Goolsbee vê choques de oferta como obstáculo à inflação dos EUA em 2%

A recorrência de grandes choques de oferta dificulta uma trajetória confiável para a inflação dos Estados Unidos voltar à meta de 2%, afirmou nesta segunda-feira (21) Austan Goolsbee, presidente do Federal Reserve de Chicago. Para ele, o banco central precisa identificar sinais de redução dessas pressões antes de desconsiderar seus efeitos sobre os preços.

Goolsbee disse que a economia passou a conviver com grandes choques de oferta de forma regular. Nesse cenário, as autoridades monetárias devem agir com cautela, especialmente quando os efeitos deixam de ser temporários.

Entre os fatores mencionados estão guerras, tarifas, clima, interrupções nas cadeias de suprimentos, petróleo e outros eventos capazes de pressionar a inflação. Segundo o dirigente, os choques recentes nos Estados Unidos foram mais frequentes, intensos e duradouros do que o inicialmente previsto.

O presidente do Fed de Chicago citou os impactos da covid-19 sobre as cadeias de suprimentos, as tarifas e a alta do petróleo após a guerra no Oriente Médio. Na avaliação dele, diante de um choque de oferta de grande proporção, é mais adequado presumir que seus efeitos durarão mais do que se imagina no primeiro momento.

Projeções para 2027

Goolsbee afirmou que as previsões para o pico da inflação relacionada a petróleo, tarifas e commodities vêm sendo adiadas sucessivamente, agora para algum momento de 2027. Sem sinais concretos de enfraquecimento dessas pressões, ele considera difícil sustentar uma trajetória confiável de retorno à meta.

O dirigente também disse que a resposta monetária a choques persistentes de oferta pode ser menor do que a necessária em um cenário de superaquecimento da demanda, mas não pode ser inexistente. Acrescentou que esse ajuste impõe um custo maior para a atividade e o emprego, no chamado trade-off de choques estagflacionários.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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