A institucionalização de políticas de educação para as relações étnico-raciais foi o indicador que mais avançou nas redes municipais entre 2024 e 2026, segundo o Diagnóstico Equidade 2026, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC). A pontuação passou de 38,7 para 55,8, alta de 17,1 pontos.
A média geral dos indicadores de implementação também subiu, de 26,6 para 34,7, crescimento de 8,1 pontos. O índice reúne dimensões como gestão, formação, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento.
Evolução por indicador
Os dados das secretarias municipais mostram avanço em outras frentes. O indicador de formação passou de 20,4 para 28,7; o de gestão, de 26,0 para 27,0; e o de material didático, de 31,1 para 34,2.
Financiamento teve alta de 20,6 para 39,9. Já avaliação e monitoramento avançou de 45,0 para 60,2.
O diagnóstico foi produzido pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi). Os resultados correspondem ao primeiro biênio de implementação da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), executada por meio de cooperação entre os entes federativos.
A política busca enfrentar desigualdades raciais na educação e contribuir para diminuir a diferença de aprendizagem entre estudantes negros e brancos.
O levantamento reuniu 44 perguntas destinadas às secretarias de educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Desse total, 32 questões trataram de educação para as relações étnico-raciais e 12, de educação escolar quilombola (EEQ). As respostas foram informadas pelos responsáveis pelas secretarias ou, nos municípios, pela prefeitura.




