O dólar subiu 0,52% nesta sexta-feira (4) e encerrou o pregão a R$ 5,1308. A alta acompanhou o fortalecimento da moeda americana no exterior após dados de emprego dos Estados Unidos aumentarem as apostas de elevação dos juros pelo Federal Reserve em setembro.
Apesar do avanço no dia, o câmbio terminou a semana com queda acumulada de 1,26%. A cotação marcou mínima de R$ 5,1022 na abertura, em uma baixa pontual, e depois operou em alta até atingir a máxima de R$ 5,1407.
No mercado local, operadores relataram ajuste de posições após quatro pregões consecutivos de queda do dólar. Nesse período, a moeda acumulava desvalorização de 1,77%, em meio à atenção dos investidores à disputa presidencial.
Pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (3) mostrou empate técnico entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro em uma simulação de segundo turno. Lula tinha 46% das intenções de voto, contra 44% de Flávio Bolsonaro.
Para Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora, os investidores reagiram ao resultado do mercado de trabalho americano, que ficou acima das expectativas. Ele afirmou que a semana também foi marcada pelo ajuste dos prêmios de risco diante do cenário eleitoral.
Dados dos Estados Unidos
O relatório de emprego mostrou a criação de 162 mil vagas em agosto, acima do teto de 125 mil das estimativas de Projeções Broadcast. A taxa de desemprego ficou em 4,1%, e o salário-hora avançou 0,3%.
Luíza Pinese, economista da XP, apontou uma eventual alta dos juros americanos como o principal risco para o real até o fim do ano. Em relatório, manteve a projeção de câmbio em R$ 5,00 no fim do ano e indicou possibilidade de maior volatilidade no curto prazo.
No exterior, o índice DXY, que acompanha o dólar ante seis moedas fortes, superava 99 pontos no fim da tarde. Nos quatro primeiros dias de setembro, a moeda acumulou baixa de 0,95% frente ao real.


