O dólar à vista fechou esta terça-feira (29) em queda de 0,18%, cotado a R$ 5,2170. A moeda oscilou durante o pregão, acompanhando movimentos no exterior, e perdeu força nas horas finais, em meio à desaceleração da alta do dólar fora dos Estados Unidos e à redução dos retornos dos Treasuries de longo prazo.
Pela manhã, a cotação chegou a romper R$ 5,20 e atingiu a mínima de R$ 5,1975, enquanto a maioria das divisas emergentes se valorizava. No início da tarde, passou a subir e alcançou a máxima de R$ 5,2416, acompanhando o fortalecimento da moeda norte-americana no exterior.
Apesar do recuo no dia, o dólar acumula alta de 0,71% em setembro. Em agosto, a valorização havia sido de 2,16%.
Para Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora, o mercado combinou a influência do cenário eleitoral com movimentos técnicos de fim de mês. Entre eles estão a rolagem de contratos no mercado futuro e a preparação para a última formação da taxa Ptax de setembro, marcada para quarta-feira.
Galhardo disse que os investidores buscam se afastar da tendência externa do dólar, mas adotam mais cautela diante da eleição presidencial. Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada pela manhã mostrou Luiz Inácio Lula da Silva com 45,3% e Flávio Bolsonaro com 42,2% em uma simulação de primeiro turno. No segundo turno, Flávio aparece com 47,7%, ante 47,6% de Lula.
Nos Estados Unidos, o relatório Jolts, sobre a abertura de postos de trabalho em agosto, e o índice de confiança do consumidor de setembro, do Conference Board, ficaram abaixo das expectativas. O mercado acompanha agora o PCE de agosto, na quarta-feira, e o relatório de emprego de setembro, na sexta-feira (2), em busca de sinais sobre os próximos passos da política monetária norte-americana.



