A participação no mercado futuro de soja em Chicago atingiu um novo pico em setembro, com 1,119 milhão de contratos em aberto. O dado foi divulgado pelo CME Group, operador da Bolsa de Chicago (CBOT), e representa o maior nível mensal já registrado pela instituição para o contrato da oleaginosa.
O volume ficou 56 mil contratos acima da marca anterior, alcançada em abril deste ano, quando havia 1,063 milhão de posições abertas. O avanço sinaliza uma presença maior de agentes no mercado futuro, que é referência global para a soja.
Fatores que elevaram a atividade
John Ricci, chefe global de Produtos Agrícolas do CME Group, afirmou que as negociações comerciais estão entre os fatores que sustentam a demanda. Ele também apontou a realização de operações de hedge por compradores para a colheita dos Estados Unidos.
Essas operações ocorrem em meio a atrasos provocados pelas chuvas, de acordo com Ricci. Ao mesmo tempo, a temporada de plantio no Brasil está começando, enquanto o Super El Niño ameaça a produtividade.
Para o executivo, a combinação entre as negociações, a proteção relacionada à colheita e a atenção às condições climáticas levou a uma participação recorde nos contratos futuros de soja. Com isso, setembro passou a concentrar o maior volume mensal de posições em aberto já observado pelo CME Group na CBOT.



