O Banco Central estima que as transações correntes do Brasil terminarão 2026 com déficit de US$ 60 bilhões, equivalente a 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB). A projeção consta do Relatório de Política Monetária do terceiro trimestre.
Até agosto, a conta corrente acumulou resultado negativo de US$ 43,512 bilhões. No período de 12 meses encerrado no mês, o déficit passou de 2,44% do PIB em julho para 2,47% em agosto. Para agosto, esse foi o maior percentual desde março, quando o rombo correspondia a 2,61% do PIB.
Resultado de agosto
O saldo mensal ficou negativo em US$ 5,055 bilhões, abaixo do déficit de US$ 9,374 bilhões registrado em julho. O número de julho havia sido revisado: antes, o Banco Central informava resultado negativo de US$ 8,110 bilhões.
Na comparação com agosto de 2025, houve aumento do déficit. Naquele mês, o resultado negativo havia sido de US$ 3,776 bilhões.
A balança comercial registrou superávit de US$ 6,622 bilhões em agosto, pela metodologia do Banco Central. Em sentido contrário, a conta de serviços teve déficit de US$ 5,251 bilhões, enquanto a conta de renda primária ficou negativa em US$ 6,954 bilhões. A conta financeira apresentou saldo negativo de US$ 6,055 bilhões.
Na estimativa anual, o Banco Central considera superávit comercial de US$ 75 bilhões, déficit de US$ 56 bilhões na conta de serviços e resultado negativo de US$ 85 bilhões na conta de renda primária.



