ITAPEMA — Empresários e produtores ligados ao agronegócio já representam 50% dos compradores da incorporadora Grupo N1, com sede em Itapema, no Litoral Norte de Santa Catarina. A maior procura está concentrada em imóveis na região de Morretes, entre a BR-101 e a orla.
O movimento ocorre enquanto o setor agropecuário responde por 22,8% da economia brasileira e deve chegar a um Produto Interno Bruto de R$ 3,13 trilhões em 2026. Parte dos empresários e produtores tem direcionado recursos acumulados no campo para o mercado imobiliário.
A escolha por Itapema acompanha a valorização dos imóveis na cidade. O Índice FipeZap, divulgado nessa quinta-feira (1º), apontou preço médio de R$ 15.340 por metro quadrado. O município aparece como a terceira cidade mais valorizada do país, atrás de Vitória, no Espírito Santo, e Balneário Camboriú.
Imóveis como diversificação
De acordo com o Grupo N1, a procura está associada à tentativa de distribuir o patrimônio entre diferentes ativos. O agronegócio permanece sujeito a mudanças nos preços, na produção e na rentabilidade, enquanto os imóveis podem combinar valorização ao longo do tempo com possibilidade de locação.
Josemar Pasqualotto Júnior, CEO do Grupo N1, afirmou que a presença desse público entre os compradores aumentou gradualmente nos últimos anos. “Eles não estão deixando o campo”, disse. Segundo ele, os investidores procuram manter atividades no agronegócio e alocar parte do capital em imóveis.
Morretes reúne empreendimentos e tem atraído compradores interessados tanto na valorização quanto na geração de renda com aluguel. Para Pasqualotto, a demanda por locação é um dos fatores que influenciam a decisão de compra em Itapema.
Nesse modelo, o imóvel pode gerar receita recorrente ao proprietário enquanto permanece como patrimônio com possibilidade de valorização. O aluguel também pode complementar os rendimentos obtidos na atividade principal dos investidores.



