SIDERÓPOLIS — O município do Sul de Santa Catarina se chamava Nova Belluno antes de adotar o nome Siderópolis, em 1943. A alteração ocorreu durante a Segunda Guerra Mundial, por decisão do então interventor catarinense Nereu Ramos, que determinou a mudança em 31 de dezembro daquele ano.
A política do governo de Getúlio Vargas buscava eliminar referências a países adversários do Brasil, como Itália e Alemanha. Na época, a localidade ainda era distrito de Urussanga. O novo nome foi escolhido em homenagem à Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que se instalava na região para explorar reservas de carvão mineral. Siderópolis significa “Cidade do Ferro”.
Da colonização à emancipação
A ocupação da área começou em 1891, com a chegada de cerca de 100 famílias italianas vindas das províncias de Veneza, Belluno, Treviso, Ferrara e Bérgamo. Depois de passarem por Laguna, Pedras Grandes e Urussanga, os imigrantes chegaram à região, onde as terras foram divididas em lotes e vendidas por uma companhia colonizadora.
Nova Belluno tornou-se distrito de Urussanga em 1913. A agricultura predominou nos primeiros anos, antes de a exploração do carvão alterar a economia local. Em 1958, durante as discussões sobre a emancipação, vereadores avaliaram recuperar o nome italiano, mas Siderópolis prevaleceu.
A criação do município foi oficializada em 19 de dezembro de 1958, pela Lei Estadual nº 380, assinada pelo então governador Heriberto Hülse. O território também incluía Treviso, que se emancipou em 1995.
Carvão e diversificação
A CSN explorou carvão na região entre 1944 e 1989. Com a crise do setor carbonífero, Siderópolis passou a diversificar suas atividades, mantendo mineração e agricultura e ampliando a produção avícola.
O Censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística registrou 13.714 habitantes. A herança italiana continua presente na cultura local, nos dialetos preservados pela comunidade e no ensino do idioma nas escolas municipais.



