RIO DE JANEIRO — A investigação sobre a morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira identificou uma rede informal de segurança de rua em Copacabana e levou ao indiciamento de 13 suspeitos. O crime ocorreu em 12 de agosto, entre as ruas Barata Ribeiro e Felipe de Oliveira, na Zona Sul do Rio.
Cinco acusados foram indiciados por homicídio triplamente qualificado, com agravantes relacionados ao motivo fútil, ao meio cruel e à dificuldade de defesa da vítima. Os presos são Davi dos Santos Machado, Jorge Luiz Ricardo Dias, Felipe Eduardo dos Santos Dias e Ailton José da Silva. Wellington Luiz Santos de Souza está foragido.
Segundo o delegado Angelo Lages, titular da 12ª DP (Copacabana), a agressão começou após uma suspeita de furto envolvendo uma bicicleta antiga, desgastada e enferrujada, pertencente a Nathalia, irmã de Cláudio. O relatório afirma que não houve comprovação de que o ciclista tivesse levado o bem.
Wellington aparece nas imagens chutando a cabeça da vítima. Testemunhas disseram que ele perguntou aos entregadores se Cláudio era um “ladrão” e, depois, afirmou: “Ladrão tem que morrer mesmo”. O espancamento foi registrado por câmeras de segurança e também filmado pelos próprios agressores.
O material audiovisual, segundo Lages, mostra que as agressões continuaram depois que Cláudio caiu no chão. Davi e Jorge prestavam serviços irregulares de segurança na região; Felipe e Ailton trabalhavam como entregadores de aplicativos. Os quatro estão presos.
A apuração também apontou que Aluísio da Silva Filho coordenava a atividade, contratava integrantes e organizava as escalas. Ele foi indiciado por exercício ilegal da profissão de segurança de rua, assim como Davi, Jorge e Antônio Marcos Pires Sudre da Silva. Comerciantes pagavam pelo serviço, em espécie ou por PIX.
Antônia Sandra Rodrigues Ferreira, Antônio Gonçalves Santiago Neto, Lucilene Barros da Silva e Antônio Ivan Alves Pereira foram indiciados por financiar a atividade ilegal. Eles relataram pagamentos semanais de R$ 120 a R$ 150. Aluísio arrecadava mil reais por semana e recebia R$ 250 para liderar o grupo.




