São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Mercado em tempo real
Brasil

PF mira rede ligada ao PCC e à máfia italiana por tráfico de cocaína à Europa

Operação Eredità cumpre prisões e buscas contra estrutura investigada pelo envio de pelo menos 4,6 toneladas de cocaína à Europa.

PF mira rede ligada ao PCC e à máfia italiana por tráfico de cocaína à Europa

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 17, a Operação Eredità, contra uma estrutura criminosa transnacional ligada ao PCC e a mafiosos italianos. A investigação apura o envio de pelo menos 4,6 toneladas de cocaína da América do Sul para países europeus.

Os agentes cumprem sete mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão. A operação também inclui o sequestro de imóveis e o bloqueio de bens, valores em contas bancárias e aplicações financeiras de pessoas físicas e jurídicas investigadas.

Um dos alvos é o advogado Patrick Raasch Cardoso. Segundo decisão do juiz Alessandro Rafael Bertollo de Alexandre, da 14.ª Vara Federal de Curitiba, o advogado, usando sua condição profissional, “levava instruções do cárcere aos operadores externos e a lideranças de facções criminosas como o PCC”. O magistrado apontou ainda a existência de “crimes de elevada gravidade”.

Cooperação internacional

A ação conta com o apoio da Equipe Conjunta de Investigação formada entre Brasil e Itália entre 2020 e 2025. Participam a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, pelo lado brasileiro, e o Departamento Anticrime de Turim do Raggruppamento Operativo Speciale Carabinieri (ROS Carabinieri), além do Ministério Público de Turim.

De acordo com a PF, a apuração avançou a partir de informações reunidas nas operações Retis e Spiderweb, que identificaram a associação de integrantes responsáveis pela logística de exportação da droga. A Eredità também é desdobramento das operações Samba e Mafiusi, realizadas no Brasil e na Itália em 10 de dezembro de 2024.

Os investigadores relacionaram a estrutura criminosa a pelo menos onze apreensões feitas entre 2019 e 2020, que somaram mais de 4,6 toneladas de cocaína. A PF também identificou uma estrutura financeira voltada a movimentar, ocultar e dissimular recursos do tráfico internacional.

Os investigados podem responder por tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro, conforme a responsabilidade de cada um, além de outros crimes que sejam identificados na investigação.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.