São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Frankmobile mapeia quatro etapas do mercado ilegal de celulares em SP

Investigação do Gaeco identificou grupos que furtavam, desbloqueavam, adulteravam e desmontavam aparelhos para revenda ou venda de peças.

Frankmobile mapeia quatro etapas do mercado ilegal de celulares em SP

A operação Frankmobile identificou quatro núcleos envolvidos na cadeia de crimes com celulares furtados e roubados em São Paulo. O objetivo do Gaeco, do Ministério Público de São Paulo, é atingir também as etapas de recepção e comercialização dos aparelhos, além dos autores dos crimes nas ruas.

A ação mobilizou mais de 1.700 agentes nesta quinta-feira (10), após cerca de dois anos de investigação. Foram expedidos 84 mandados de busca e apreensão e sete de prisão temporária em São Paulo e no estado de Goiás. A Justiça autorizou ainda o sequestro e o bloqueio de mais de R$ 5 milhões em bens e valores.

O primeiro núcleo reunia interceptadores motoqueiros com bags, gangues de quebra-vidros no trânsito e outros grupos que tomavam os aparelhos das vítimas. No segundo, os investigados desbloqueavam os celulares, acessavam dados pessoais e transferiam valores das contas bancárias para contas de terceiros.

Da adulteração à desmontagem

Na etapa seguinte, os celulares eram preparados para retornar ao mercado. Os criminosos alteravam o IMEI, identificação individual do aparelho, e retiravam outros bloqueios técnicos. A investigação apontou o uso de sites hospedados no exterior. Com essas mudanças, os telefones podiam ser revendidos sem ligação aparente com o crime.

Quando a revenda não era escolhida, entrava em ação o quarto núcleo: os aparelhos eram desmontados, e os componentes eram vendidos separadamente para ampliar o lucro de cada unidade.

Boa parte das empresas apontadas pelo Gaeco nessa cadeia fica no centro de São Paulo. Algumas, segundo a investigação, não tinham regularidade formal e registravam movimentações financeiras incompatíveis com o próprio porte.

A operação reúne as polícias Militar, Civil e Penal, as secretarias estaduais da Segurança Pública e da Fazenda, a área de inteligência do Ministério Público e a Assessoria de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública. As buscas em locais descritos como ninhos de celulares roubados e furtados contam com cães da Polícia Penal treinados para detectar elementos químicos presentes em aparelhos eletrônicos.

Os promotores responsáveis avaliam que atingir os núcleos de receptação e comercialização pode afetar os indicadores de furtos e roubos de celulares ao reduzir a rentabilidade da atividade.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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