São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Família de brasileiro morto na Ucrânia tenta confirmar identidade e retirar corpo

Paulo Ricardo Dutra, de 24 anos, morreu após pisar em uma mina terrestre, mas o óbito ainda não foi reconhecido oficialmente.

Família de brasileiro morto na Ucrânia tenta confirmar identidade e retirar corpo

A família de Paulo Ricardo Dutra, de 24 anos, tenta obter a confirmação oficial da morte e retirar o corpo do jovem da zona de conflito. Natural de Camboriú, ele morreu no domingo (13), após pisar em uma mina terrestre. Cinco dias depois, o corpo ainda permanecia no local onde foi atingido, segundo familiares.

O tio de Paulo, Josué do Amaral, afirmou que a morte não foi confirmada pelo governo ucraniano, pela unidade em que o jovem atuava ou pelo comando responsável. A família recebeu a informação de amigos que estavam com ele no momento da explosão. Dois desses colegas estão hospitalizados, enquanto os demais integrantes da equipe ainda não teriam retornado da missão.

“Ele era o cara que fazia o socorro e o pessoal não conseguiu socorrer ele, mas ele conseguiu conversar com o pessoal ainda. Ele pediu para mandar um abraço para a mãe dele, para nós”, disse Josué.

Identificação e traslado

Relatos repassados aos parentes indicam que Paulo perdeu parte de uma das pernas na explosão e morreu por perda de sangue. Mesmo ferido, ele teria conseguido conversar com os companheiros. A família considera a possibilidade de um exame de DNA para confirmar a identidade, diante da quantidade de mortos na região. O procedimento pode atrasar o traslado para o Brasil.

Os parentes buscam orientação sobre como retirar o corpo da área de combate e levá-lo para Santa Catarina. A família mantém contato com uma advogada e pretende consultar um especialista em Direito Internacional.

Paulo chegou à Ucrânia em 11 de junho de 2026 para tentar seguir carreira militar. Ele havia morado na Espanha e se alistado no Exército espanhol, mas voltou ao Brasil para fazer tratamento odontológico. Depois, conheceu pela internet um recrutador que o convidou a ir para a Ucrânia.

Antes da viagem, trabalhava como atendente em uma loja de materiais de construção em São Francisco do Sul. Para Josué, o jovem também poderia ter construído uma carreira militar no Brasil: “Ele era bem novo, tinha várias chances de ser militar aqui também”.

Assistência consular

O Ministério das Relações Exteriores informou que acompanha o caso e presta assistência consular à família. A Embaixada do Brasil em Kiev busca informações e uma eventual confirmação do ocorrido junto às autoridades locais.

O Itamaraty afirmou que a atuação consular segue a legislação internacional e nacional. Também disse que não divulga informações pessoais de cidadãos que solicitam serviços consulares nem detalhes da assistência prestada, em respeito à privacidade e à Lei de Acesso à Informação e ao decreto 7.724/2012.

A mãe de Paulo publicou uma mensagem de despedida nas redes sociais: “Meu filho, não aceito que você se foi. Nunca mais vou te ver, te amarei eternamente”.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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