São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Empresa de Flávio Bolsonaro divide endereço com firmas ligadas ao Careca do INSS

Bravo Grafeno está registrada na sala 2601 do Edifício Connect Towers, em Águas Claras, onde também funcionam empresas de Antonio Carlos Camilo Antunes.

Empresa de Flávio Bolsonaro divide endereço com firmas ligadas ao Careca do INSS

A Bravo Grafeno, empresa ligada ao senador Flávio Bolsonaro, está registrada na sala 2601 do Bloco D do Edifício Connect Towers, em Águas Claras, no Distrito Federal. O mesmo endereço aparece no cadastro de ao menos 16 empresas de Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o Careca do INSS.

A Polícia Federal aponta Antunes como operador central de um esquema de descontos associativos indevidos que atingiu mais de 4,3 milhões de aposentados e pensionistas. As irregularidades teriam ocorrido entre 2019 e 2024, com prejuízo estimado em R$ 2 bilhões.

Funcionários da recepção do edifício afirmaram que o conjunto 2601 é administrado e ocupado pela Voga Serviços Contábeis, empresa do contador Alexandre Caetano dos Reis, sócio de Antunes e custodiado no sistema penitenciário. Representantes jurídicos da Voga reconheceram a prestação de serviços a Flávio Bolsonaro, mas disseram que a sala funcionaria como escritório compartilhado.

A empresa de capacetes

Criada em junho de 2024, a Bravo Grafeno declarou capital social de R$ 100 mil e atua na venda de acessórios e equipamentos de proteção para motociclistas. A empresa comercializa capacetes com liga de grafeno por R$ 598,90, além de viseiras.

O quadro societário inclui Carlos Bolsonaro, Pedro Luiz Dias Leite, Paulo Giordano Bernardi e Fernando Nascimento Pessoa. Dias Leite teve relações societárias anteriores com Marcello de Oliveira Lopes, conhecido como Marcelão. Pessoa foi assessor de Flávio Bolsonaro e foi alvo de apurações no caso das rachadinhas na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.

Entre as empresas de Antunes registradas na sala 2601 está a Prospect Consultoria Empresarial. Dados analisados pela CPMI do INSS indicam que a companhia recebeu R$ 204,2 milhões de entidades associativas investigadas, entre elas Unaspub, Ambec e CBPA.

A Polícia Federal afirma que a rede empresarial era usada para movimentar recursos e lavar capitais. Um grupo de oito companhias foi aberto no mesmo dia em outubro de 2023.

Até a publicação, as defesas de Flávio Bolsonaro e dos demais citados não haviam enviado respostas.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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