São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Brasil tem maior distância socioeconômica entre países de desempenho similar no Pisa

Estudantes brasileiros nos extremos da escala socioeconômica tiveram diferença de 96 pontos em ciências no Pisa 2025.

Brasil tem maior distância socioeconômica entre países de desempenho similar no Pisa

O Brasil registrou a maior diferença de desempenho em ciências entre estudantes de níveis socioeconômicos distintos no grupo de 12 países com resultados próximos no Pisa 2025. A distância foi de 96 pontos, acima das observadas na Colômbia, de 93, no Equador, de 86, e na Argentina, de 82.

O exame foi aplicado a estudantes de 15 anos matriculados em escolas de países e economias participantes. Em 2025, ciências foi a área escolhida para a análise mais detalhada. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (8).

Desempenho por nível socioeconômico

Os 25% dos estudantes brasileiros no maior nível socioeconômico alcançaram cerca de 476 pontos em ciências. Entre os 25% no menor nível, a média foi de 380 pontos. A média brasileira ficou em 409, enquanto a média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), responsável pelo levantamento, foi de 482.

A diferença média entre os países da OCDE chegou a 85 pontos. Na comparação entre os países com desempenho semelhante ao brasileiro, Cazaquistão e Jordânia apresentaram as menores distâncias, com 41 e 42 pontos, respectivamente. A faixa considerada reuniu países com notas entre 393 e 420 pontos.

A classificação não é feita pela renda familiar. O índice de nível econômico, social e cultural usado pela OCDE considera a escolaridade e a ocupação dos pais ou responsáveis, além de recursos disponíveis em casa, como livros, espaço para estudar e acesso à internet. Por isso, a comparação envolve estudantes nos extremos da escala socioeconômica, e não diretamente os mais ricos e os mais pobres.

No Brasil, 35% dos estudantes estavam no quartil socioeconômico internacional mais baixo, contra 14% no mais alto. Os dois quartis intermediários reuniam 29% e 23%, respectivamente.

A origem socioeconômica explicou 16% da variação no desempenho brasileiro em ciências, ante 12% na média dos países da OCDE. Apenas 10% dos estudantes brasileiros entre os 25% de menor nível socioeconômico alcançaram o grupo de melhor desempenho, contra 12% na média da organização.

Entre 2022 e 2025, a diferença de desempenho entre os grupos brasileiros aumentou 5 pontos. No grupo de referência de 35 países da OCDE, a média caiu 13 pontos no mesmo período. A variação negativa do Brasil também foi registrada na Turquia, com 7, e nas Filipinas, com 26.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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