Moradores de São José ainda relatam dificuldades para usar a água em atividades básicas, uma semana após o deslocamento de uma adutora da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan). Em algumas residências, o abastecimento foi retomado, mas a pressão não é suficiente para encher a caixa d’água ou manter o chuveiro funcionando normalmente.
No bairro Roçado, o eletricista Bruno Rafaela Andrade da Silva mostrou que a água saía com pouca força tanto da torneira do banheiro quanto do chuveiro. Segundo ele, o volume disponível não permite realizar tarefas cotidianas com regularidade.
“Para poder tomar banho, tem que encher um balde”, disse Bruno.
A adutora transporta 70% da água enviada pela ETA Cubatão ao Sistema Integrado da Grande Florianópolis. O deslocamento da estrutura afetou 19 bairros da região e também atingiu imóveis em Palhoça, Biguaçu, Florianópolis e São José.
Orientação da Casan
Na manhã de sábado (5), a Casan informou que 100% do sistema de transporte de água havia sido recuperado. A companhia afirmou que o reabastecimento das casas era possível e orientou consumidores que continuassem com problemas a procurar os canais de atendimento.
A empresa informou que ocorrências pontuais poderiam estar relacionadas a pequenos vazamentos, obstrução no ramal ou problemas no cavalete. Os contatos indicados são os telefones 0800-048-0115 e 0800-643-0195, o WhatsApp (48) 3279 9100, o Aplicativo Casan e o Chat online.
Rompimentos na adutora
A estrutura, de 1.200 mm, fica próxima à BR 282, em Palhoça. Ela se deslocou na segunda-feira (31), após a chuva, e recebeu trabalhos de reforço durante toda a terça-feira. Na madrugada de quarta-feira (2), ocorreu um novo rompimento.
Na terça (2), a Casan estimou que cerca de 220 mil moradores de Florianópolis tinham sido impactados. A previsão era de falta de água em pelo menos 14 bairros da região central e em cinco bairros da área continental da capital catarinense. São José, parte de Palhoça e Biguaçu também foram afetados.



