BELO HORIZONTE — A Copasa concluiu neste sábado (5/9) a interligação do primeiro trecho de uma nova adutora no bairro Nova Granada, na Região Oeste de Belo Horizonte. A companhia iniciou o reenchimento, a pressurização e a liberação gradual da água para os imóveis afetados pelo desabastecimento.
Com 600 milímetros de diâmetro, a estrutura foi construída para contornar um imóvel localizado sobre a faixa de domínio da antiga rede. A obra começou depois do rompimento da adutora na Rua Xapuri, em 19 de agosto, ocorrência que afetou pelo menos 43 bairros, entre eles Buritis e Estoril.
Durante a execução, equipes de engenharia, técnicos e operários trabalharam de forma ininterrupta durante a madrugada e a manhã deste sábado. A Copasa identificou imprevistos no subsolo, incluindo um vazamento na rede existente próximo ao local da intervenção.
Retomada progressiva
O vazamento interrompeu temporariamente os trabalhos dentro da vala. Após a contenção, foi necessário aguardar a secagem técnica da estrutura para retomar a soldagem e a interligação da tubulação. A companhia também fez ajustes em soldas e no desvio previsto para a nova rede.
A recuperação do abastecimento ocorrerá de forma progressiva. Imóveis em áreas mais baixas devem receber água primeiro. Regiões elevadas e pontos finais da rede podem levar mais tempo para recuperar a pressão e completar o abastecimento dos reservatórios.
A empresa orienta os moradores que já tiveram o fornecimento normalizado a usar água de forma consciente. A Copasa mantém equipes operacionais e de engenharia reforçadas durante o fim de semana e o feriado.
Desde 31 de agosto, foram realizados mais de 100 abastecimentos por caminhão-pipa para atendimentos prioritários e mais de 30 operações diretas em redes e reservatórios. O atendimento emergencial por caminhões-pipa foi ampliado até as 22h.
A companhia também alertou para uma imagem falsa, divulgada em redes sociais e aplicativos de mensagens, que recomenda não consumir água das torneiras durante sete dias. Segundo a Copasa, a água distribuída permanece potável, passa por testes laboratoriais e segue os padrões do Ministério da Saúde.



